
Foram presas neste domingo (5) quatro pessoas suspeitas de furtarem dois fuzis que estavam dentro de um carro descaracterizado da Polícia Federal, no Setor Comercial Sul. O primeiro envolvivo foi preso pelo serviço de inteligência do BPChoque circulando em um veículo furtado, que foi utilizado para transportar as armas.
De acordo com os agentes, na delegacia, um dos acusados disse em depoimento que as armas estavam escondidas no Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia.
Com as informações do envolvido, nessa segunda-feira (6), os policiais seguiram para o endereço, onde encontraram os fuzis e uma espingarda calibre 12, não legalizada, que não pertence a corporação.
Segundo informações da Polícia Militar, a dona da casa e mais dois suspeitos tentaram despistar os policiais enterrando o armamento no quintal da propriedade.
Os suspeitos foram encaminhados para o Departamento da Polícia Federal e confessaram o crime. Foi aberto um inquérito e os suspeitos vão responder por furto, porte ilegal de arma de fogo e um deles também por receptação.
Entenda o caso
Os cinco policiais são alunos que vieram de diversos estados do Brasil para fazer um curso de operações especiais da Polícia Federal que acontecia em Brasília. No domingo (5), estacionaram o carro oficial, que estava descaracterizado no Setor Comercial Sul, em frente ao Shopping Pátio Brasil, para justificarem seus votos.
O armamento, de uso restrito da Polícia Federal, estava no piso do veículo, uma Van, que teve um dos vidros forçados. O Coordenador de Operações Especiais, delegado Marcos Ferreira dos Santos, não acredita que tenha sido um ato previamente planejado ou com informações privilegiadas. “Isso foi um típico caso de crime de oportunidade. No Setor Comercial Sul, é muito comum roubos a carro e o sujeito não sabia o que iria encontrar lá”, afirmou o delegado.
Após o furto, o suspeito escondeu os fuzis em uma caçamba em um estacionamento próximo ao que os policiais haviam estacionado a viatura. Após um período, utilizou um veículo furtado para transportar o armamento para a chácara, em Ceilândia. Câmeras instaladas no local, filmaram o momento em que o acusado pegou as armas dentro da caçamba.
No mesmo dia, com as equipes da Policia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Serviço de Inteligência do Batalhão de Choque integradas, o suspeito foi localizado na região do furto e encaminhado para o Departamento da Polícia Federal (DPF), onde confessou o crime e informou que havia deixado os fuzis em uma chácara no Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia. O delegado comandante da PF responsável pelo caso, Carlos André da Silva, acredita que o sucesso da operação foi a integração entre equipes que ocorreu desde o primeiro momento. “Não tenho como afirmar qual corporação chegou no suspeito e nos armamentos, já que foi um trabalho em conjunto desde o primeiro momento”, conluiu.
Com a informação em mãos, de que o armamento estava em Ceilândia, as equipes táticas seguiram até o local. Segundo informações da Polícia Militar, a dona da casa e mais dois envolvidos tentaram despistar os agentes enterrando os fuzis e uma espingarda calibre 12, não legalizada e que não pertence a PF. No entando, logo as armas foram localizadas e os envolvidos encaminhados para a DPF, onde confessaram que estariam com a posse do armamento.
De acordo com a PF, o principal suspeito, que roubou os fuzis, já teria quatro mandados de prisão e estava sendo procurado. Os quatro encontram-se na DPF, onde foi aberto um inquérito e irão responder pelos artigos 180 – receptação e 155 – furto. Os casos estão sendo analisados individualmente. Mesmo após as prisões, o delegado Marcos Ferreira dos Santos acredita que mais pessoas ainda serão presas “Isso não significa o final da investigação, queremos chegar a todos os envolvidos”, afirmou.
Os policiais envolvidos até o momento não sofreram punições, pois o caso está sendo analisado através de um processo administrativo disciplinar da Polícia Federal, que ao final do prazo de 60 dias, será tramitado para a Corregedoria Geral e julgado. ” O caso será apurado com rigor e seriedade. Iremos investigar os fatos e os agentes terão direito a defesa. Se for constatado que não havia justificativa para a atitude deles, serão punidos. Por enquanto, eles continuam com suas tarefas normalmente”, informou Marcos Ferreira dos Santos. Os alunos seguiram para Minas Gerais, onde participam de outra etapa do curso de aperfeiçoamento.