O suspeito de matar um homem após uma discussão na última sexta (10), dentro de uma loja na Asa norte, foi preso na manhã desta terça (14). José Ricardo Palmeiras Perreira, 48 anos, advogado e proprietário de um estabelecimento de som automotivo e alarmes, disparou um tiro contra o funcionário que trabalhava no comércio ao lado. Marcos José da Silva, 32 anos, foi encaminhado para o Hospital Base do Distrito Federal, mas não resistiu.
Segundo a Polícia Cívil do Distrito Federal (PCDF), o motivo do crime seria uma discussão, iniciada durante a manhã do dia 10, entre a vítima e o suspeito sobre um veículo de uma cliente que estava mal estacionado em frente a loja em que a vítima trabalhava.
Conforme informações divulgadas pelo delegado da 2º Delegacia de Polícia (Asa Norte), Laércio Rosseto, por volta das 14h os dois voltaram a discutir. “O José buscou a arma depois da briga, escondeu dentro da blusa e, em seguida, mostrou para o Marcos e a ameaçou. A vítima não acreditou que o homem atiraria, mas ele atirou”, explicou o delegado.
A vítima foi atingida com tiros de uma escopeta calibre 12. Segundo o delegado, esse tipo de arma é utilizada em caças. “Costuma ser usada para matar um elefante”, acrescentou Rosseto.
Maldade
Rosseto acrescentou que o trabalho da polícia foi dificultado por conta de o suspeito ser advogado, já que tem conhecimento das Leis. “A prisão temporária dele de 30 dias foi decretada ontem (13), mas agora temos provas e testemunhas de que não houve legítima defesa. O que houve foi um homicídio premeditado com requinte de maldade”, informou.
O suspeito foi encontrado com uma identidade falsa. Segundo o delegado, José Ricardo afirmou em depoimento que usava o documento para transações em uma empresa de fachada. Porém, há a suspeita de que o advogado tenha feito a identidade para tentar fugir. Ainda de acordo com o delegado, existe a suspeita de que advogado seja usuário de drogas.
O advogado não possui passagens anteriores na polícia. No entanto, se condenado, será acusado por homicídio qualificado por motivo fútil, porte ilegal de arma e criação de identidade falsa. A pena é de 12 a 30 anos. Além disso, será transferido para uma cela especial com localização ainda indefinida.
Perda na família
O sogro da vítima, José Lucas da Silva, 47 anos, familiares e amigos organizam uma passeata que deve passar em frente a loja da vítima nesta quarta (15). Além da homenagem, eles pedem por justiça. “O filho dele de três anos pergunta todos os dias sobre o pai”, lamentou, emocionado, José.