Oito pessoas foram presas suspeitas de participarem de uma quadrilha especializada no esquema de roubo e repasse de veículos em parte do Distrito Federal e Região Metropolitana. Após quatro meses de investigação, a Polícia Civil finalizou a Operação Trinca nessa quinta (25) e sexta-feira (26), com o cumprimento de oito mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão nas cidades de Taguatinga, Ceilândia e Valparaíso de Goiás. Os crimes eram praticados por um adolescente, que foi apreendido e encaminhado à Delegacia da Criança e Adolescente (DCA).
Os carros roubados eram revendidos por cerca de R$ 1 mil para outras organizações criminosas. Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), Marco Aurélio Vergílio de Souza, o grupo agia por “encomendas”, chegando a roubar três veículos por semana. Eduardo Robson de Lira, conhecido como Dudu, 23 anos, era o principal articulador da quadrilha e responsável por mediar as encomendas. Ele chegou a ser preso em flagrante no mês de maio com três carros roubados. Na ocasião, Dudu foi autuado por receptação e liberado após pagamento de fiança. A Polícia chegou ao restante da quadrilha após monitorar o suspeito.
CRIMES
O grupo praticava os assaltos nas cidades de Taguatinga, Guará, Águas Claras, Luziânia, Cidade Ocidental e Valparaíso. De acordo com o delegado Marco Aurélio Vergílio de Souza, o adolescente era responsável por abordar as vítimas, sempre acompanhado de um adulto que dirigia o veículo. O líder do grupo, Eduardo Robson de Lira, escoltava a dupla em seu próprio carro.
Os motoristas costumavam ser abordados em estacionamentos, no período do final da tarde e noite. “As vítimas eram, na maioria, mulheres desacompanhadas”, afimou o delegado. Apesar de usarem armas para praticar os crimes, não houve relato de violência durante as ações criminosas.
PENA
No grupo, cada um tinha função específica no esquema de roubo e repasse dos veículos. Enquanto o criminoso conhecido como Dudu fazia a mediação das encomendas, o restante da quadrilha agia na negociação de armas de fogo e munição e falsificação de documentos. Apenas um deles não tinha passagem pela polícia.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, dois revólveres calibre 38 foram encontrados com os suspeitos. Os investigados vão responder pela prática de roubo, receptação, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, corrupção de menores e associação criminosa. Eles podem pegar de 12 a 30 anos de prisão.