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Brasília

Prejuízo após enxurrada ultrapassa dias no DF

Arquivo Geral

10/11/2017 7h00

Moradores da Casa do Estudante Universitário receberam a estimativa de voltar a ter energia apenas na semana que vem. Foto: Myke Sena

Amanda Karolyne
redacao@grupojbr.com

A tão esperada chuva trouxe prejuízos e dias sem luz para moradores da capital. Desde a tempestade de terça para quarta- feira, o Setor Habitacional Taquari está sem energia. No Lago Norte, um centro comercial ficou prejudicado devido à ventania que derrubou árvores e um poste. A rajada de vento provocou as mesmas consequências por regiões como Sobradinho, Planaltina, Paranoá, Taguatinga, Ceilândia, Brazlândia, lagos Sul e Norte e Núcleo Bandeirante. De acordo com a Companhia de Energia Elétrica (CEB), já são 2,8 mil chamados de atendimento em aberto.

Preocupado com a segurança de onde vive, o empresário Pitty Rodrigues Alves, 66 anos, morador do Taquari, enumera os transtornos: dificuldades nas atividades domésticas e os alimentos que estragaram fora da geladeira. “Acredito que, como são coisas da natureza, devemos cobrar das autoridades competentes que sejam mais ágeis no atendimento”, comenta.

Os moradores da região, segundo Pitty, foram informados de que a energia estava sendo providenciada e que aguardassem. O que eles não sabiam era o motivo de tanta demora para que a luz voltasse. “O que me preocupa é que estamos mais vulneráveis em quesito de segurança”, completa.

Na Quadra 14 do Lago Norte, João Maria de Lima, 65, dono de uma padaria, teve o trabalho prejudicado desde as 2h até as 18h de quarta-feira. “Caíram umas árvores, e uma delas derrubou um poste”, explica.

De manhã não tinha nada fresco para os clientes, sequer os tradicionais pães. “Só não perdemos as coisas porque contratei um gerador”, destaca. Ele pagou R$ 1,4 mil pelo equipamento e acredita que, no total, o prejuízo foi de R$ 5 mil.

Morador do Lago há dez anos, ele aponta que nas áreas residenciais o estrago foi maior. “Nas casas a água desceu nas luminárias. Mas a gente tem que torcer para chover mais para encher o reservatório e reclamar menos”, pondera.

Greve na CEB

Com 2,8 mil atendimentos em aberto, a CEB aponta que não há uma previsão para que todos sejam atendidos, já que os empregados estão em greve desde segunda- feira. De acordo com o Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal, hoje será realizada uma nova assembleia a respeito das últimas tratativas feitas com a direção da empresa e o GDF.

Até então, os trabalhadores da CEB não concordam com o reajuste oferecido pelo governo. De acordo com a assessoria do sindicato, a proposta oferecida pela empresa é de 2%.

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