Da Redação
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As pichações feitas durante protestos na Esplanada dos Ministérios, na semana passada, estão dando trabalho para o Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Manifestantes depredaram o Museu da História de Brasília, que fica na Praça dos Três Poderes. Algumas das marcas podem ser vistas a distância, como a frase “Reforma agrária já”, escrita em vermelho. Novos produtos devem ser testados nos próximos dias para tentar limpar o monumento.
O SLU já tentou por duas vezes apagar as pichações, mas não conseguiu retirá-las por completo. O órgão informou que o Exército também tentou ajudar, com uma espécie de lixa, mas também não teve resultado. “O problema dali é porque a superfície é porosa, é mármore. Se fosse liso, já tinha tirado. É porque penetra dentro da pedra” explicou a chefe do Núcleo de Operações Especiais do SLU, Sandra Cordeiro.
A Novacap se comprometeu, junto ao SLU, a buscar uma alternativa. Para isso, solicitou a uma empresa do Rio de Janeiro uma amostra dos seus produtos para remoção de pichações.
Assim que o material chegar, serão feitos testes para verificar a eficácia e a viabilidade do produto, o que deve ocorrer na próxima semana. A Novacap destaca que o material é biodegradável, não agredindo a rede de águas pluviais e o meio ambiente. Agora, resta ao SLU aguardar a chegada do produto, para tentar a remoção novamente.
O vandalismo chama a atenção de turistas e de quem trabalha nas proximidades. O artesão José Virgulino, que trabalha há 30 anos na Praça dos Três Poderes, conta que já ouviu reclamações. “As pessoas dizem que isso é uma vergonha”, diz.
De passagem por Brasília, o pastor paulista Tarsis Iraides Silva acredita que falta conscientização. “A gente tem que ser patriota em todas as situações. Eu acho que não cabe a ninguém chegar e pichar, por causa de um protesto”, defende.
Sua esposa, a secretária executiva Lidia Keller Silva, pensa que trata-se de um problema cultural. “As pessoas estão crescendo sem esse respeito ao próximo, à sociedade”, diz.