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Brasília

Posto de Saúde aplica vacina vencida na Candangolândia

Arquivo Geral

23/04/2010 10h34

Vacinas contra o Rotavirus vencidas há 22 dias foram aplicadas em dois recém-nascidos  no Posto de Saúde da Candangolândia. Um deles foi o filho de Francisco Diassis Bezerra, de 32 anos, que está preocupado com o bebê de dois meses e se diz revoltado com o ocorrido.  “É um absurdo, as vacinas estavam vencidas há 20 dias quando aplicaram no meu filho. Quantas crianças podem ter tomado a mesma vacina e os pais nem sabem que estava vencida?”, questiona.

A mãe da criança, Maria José do Nascimento, de 27 anos, levou o recém-nascido ao Posto de Saúde por volta das 10h30 da última terça-feira. “Estava previsto para ele tomar a Sabin, a Tetra e a Rotavirus. Na hora, fiquei segurando o bebê, que estava chorando, e nem percebi que a vacina estava vencida”. A mulher, que trabalha como técnica de enfermagem, conta que o menino apresentou febre e chorava muito ao chegar em casa. “Ele estava com 38,5º  de febre. Então, eu resolvi olhar o cartão de vacinas e vi na etiqueta da Rotavirus que a validade era março deste ano. Foi quando comecei a me desesperar, fiquei com medo de que acontecesse alguma coisa com ele, alguma reação adversa”. 

De imediato, Maria José ligou para o posto de saúde em busca de  orientações. “Uma pessoa da área burocrática atendeu e não sabia me informar, então corri para o posto com minha irmã”, recorda. Assim que chegou ao local, a mulher procurou as enfermeiras para pedir explicações. “Uma delas foi lá dentro e, depois de dez a 15 minutos, voltou falando que todo o lote estava vencido”, denuncia.

Além disso, o casal reclama da falta de Caderneta de Saúde da Criança, para o registro e controle das vacinas. “Eles me deram uma xérox porque a caderneta estava em falta. Tive que ir atrás do cartão em Goiás”, enfatiza a mulher, que é mãe de dois filhos. “Se a gente deixar passar, nunca ninguém vai tomar uma providência”, completa.

Acompanhamento

As subsecretarias de Vigilância e de Atenção à Saúde informaram que será aberta uma sindicância para apurar o ocorrido e que as crianças vão ser acompanhadas por um pediatra durante os próximos 15 dias.

De acordo com o subsecretário de Atenção à Saúde, José Carlos Quinaglia, ainda não se sabe ao certo o que ocorreu. “A gente supõe que foi um erro no acondicionamento das duas vacinas, que estavam guardadas no meio das novas”. Segundo ele, a equipe do posto de saúde justificou que o centro estava em reforma e que, no momento de repor as vacinas em seu lugar, as duas devem ter sido misturadas. “Lamentavelmente foi um erro nosso e também de nosso servidor. Vamos averiguar e tomar as providências administrativas necessárias”.

Além disso, o subsecretário garantiu que as famílias foram contactadas para fazer o acompanhamento pediátrico durante 15 dias e, mais à frente,  tomar outra dose da vacina contra o Rotavirus. “A vacina é feita com vírus atenuado e são raros os efeitos adversos, mas pode ocorrer alguma febre ou diarreia”.

Segundo o subsecretário de Vigilância à Saúde, Alan Kardec, equipes visitaram o posto de saúde ainda ontem para averiguar os problemas. “A sindicância vai servir também para ajudar a aperfeiçoar o trabalho deste centro de saúde, protegendo a comunidade e prevenindo para que o problema não se repita”.

 

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