Da Redação
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A população vê com maus olhos a possibilidade de uma nova greve da Polícia Civil. Afinal, as lembranças dos problemas gerados pela última paralisação de 81 dias ainda estão vivas na memória. O problema é que a categoria recusou a proposta de reajuste salarial de 15% em três anos oferecida pelo GDF, que elevaria o salário-base a R$ 8,6 mil, e estuda cruzar os braços novamente em 2013.
O vendedor Pedro Omar da Silva, 41 anos, considera que os policiais têm o direito de buscar melhores salários, mas não concorda com a greve. “Isso vai nos prejudicar, porque os bandidos vão aproveitar a oportunidade. Quem é afetada é a população”, resumiu.
Boletins
Considerando que os salários dos policiais do DF estão bem acima da média nacional, a empresária Shimene Raeff, 29 anos, avalia a chance de uma nova greve como absurda. Ela lembrou que a população não pode fazer registros de boletins de ocorrência (BO). “Quem teve o celular roubado na última greve não tinha o BO e aí não havia como exigir da operadora o cancelamento da linha ou outro aparelho”, detalhou. Nesse sentido, a falta de registros também atrapalhou as estatísticas da Segurança Pública no DF.
A categoria decidiu cruzar os braços no dia 8 do mesmo mês, junto com servidores públicos federais, no movimento conhecido como Operação Realidade. No dia 22 do mesmo mês, em assembleia geral, decidiram desencadear o movimento de greve a partir do dia seguinte. A greve teria, a princípio, sete dias. Mas foi sucessivamente estendida pelos policiais civis até alcançar a marca de 81 dias, sendo suspensa em 12 de novembro. O brasiliense também vivenciou uma longa paralisação em 2011, quando os policiais civis cruzaram os braços por 40 dias.