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Brasília

População quer mais polícia na rua

Arquivo Geral

30/08/2012 7h07

A chegada da Força Nacional de Segurança Pública (FNS) ao Distrito Federal repercutiu nas ruas. Para alguns brasilienses será necessário um cuidado maior com as abordagens destes policiais, para que não haja truculência.  Outros, porém, acreditam que a violência na capital irá reduzir.

 

“A Força Nacional atuou durante uns seis meses no Jardim Ingá (GO), cidade onde moro, e senti uma redução da violência. Os bandidos ficam assustados com a presença de mais policiamento. Mas, apesar da sensação de segurança, eu não concordo com a abordagem de alguns desses policiais. Não são todos, mas a maioria já chega achando que todo mundo é bandido. Espero que a presença deles aqui no DF reduza a violência”, disse o operador comercial, Luís Pereira de Araújo, de 22 anos.

 

 

Para a farmacêutica Marilene Sandim de Castro, 60 anos, a criminalidade não deve diminuir. “A violência aumentou muito nos últimos anos. Acho que a razão disso é porque divulgam que o poder aquisitivo do brasileiro aumentou, o que não é verdade. As taxas de desemprego continuam altas, a educação está horrível e não temos saúde de qualidade. A facilidade para adquirir as coisas aumentou, mas o poder aquisitivo continua o mesmo”, afirmou.

 

 

Na opinião do estudante, Philipe Almeida Barbosa, 20 anos, que veio de Minas Gerais, os homens da FNS deveriam ajudar no patrulhamento nas ruas e não somente reforçar a segurança nas vias de saída da capital federal. “Desde que cheguei, estou morando em Taguatinga  e já tentaram me assaltar quatro vezes. Há dois anos, frequento o Plano Piloto e noto diferença na segurança das duas cidades. Em Brasília é mais tranquilo”, desse. Para ele, a presença da Força Nacional só nos limites do DF é uma medida segregacionista, já que protege a população desta área, mas exclui a da Região Metropolitana.

 

 

“Eu notei um aumento da violência nos últimos anos. Moro no Paranoá e lá a violência está bem maior que em Brasília. Eu nunca fui assaltado, mas já presenciei tiroteios em festas. O governo virou as costas para as comunidades carentes”, disse o também estudante Matheus Pereira, de 18 anos.

 

Eficácia

 

Juliana de Andrade Santos, 29 anos, cobra mais policiais nas ruas. “A Força Nacional vai trazer maior segurança para a população do DF, mas não será 100% eficaz. A segurança tinha que ser feita para todos e não somente para a população daqui. Eu moro em Planaltina de Goiás há seis anos, e lá a violência toma conta”, disse a jovem, que está desempregada. 

 

 

“A Força Nacional vai trazer maior segurança, mas o problema não vem só de fora. Aqui em Brasília, há muitas pessoas morando nas ruas, muitos dependentes de drogas. O viciado é, muitas vezes, quem comete os crimes para sustentar o vício. Eu moro em Ceilândia há quatro anos e, apesar do histórico de grande de violência (na cidade), eu percebi que tem melhorado bastante. Para melhorar a segurança do DF, tinha que haver maior distribuição de renda, melhorar a vida da população”, avaliou Didácio Azevedo Soares Junior, 43 anos, engenheiro civil. 

 

 

A vendedora Thuanny Rocha, 23 anos, também defende intensificação do policiamento nas ruas. O cozinheiro Leonardo Gonçalves, que já foi roubado, compartilha da mesma avaliação.

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