Empreender pode mudar vidas. A profissional da beleza Dafhine Gabriela Rodrigues, 22 anos, é prova disso. Moradora de Planaltina, Dafhine trabalha como lash designer há quatro anos e encontrou no empreendedorismo não apenas uma fonte de renda, mas também autonomia financeira e realização pessoal.
“Eu trabalhava em uma padaria de domingo a domingo e comecei a pensar em empreender para ter mais liberdade. Sempre gostei da área da beleza e encontrei uma pessoa que me inspirou muito. Fiz cursos, comprei meus materiais e hoje trabalho com o que amo. A gente pode empreender, só basta acreditar”, afirma Dafhine.
A história da jovem ganha destaque no Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, celebrado em 19 de novembro, data que simboliza a luta diária de milhares de mulheres que transformam talentos e criatividade em oportunidades econômicas e independência.
No Distrito Federal, o cenário do empreendedorismo feminino é expressivo: entre os 410 mil empreendedores da capital, 140 mil são mulheres, representando 35% do total. “Esses números mostram a força feminina na economia e a crescente busca por autonomia e oportunidades que transformam trajetórias”, destaca a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. Segundo ela, cerca de 6 mil mulheres foram certificadas em 2024 em cursos como auxiliar administrativo, cuidador de idosos, copeira, porteira e nas áreas da beleza, incluindo extensão de cílios, manicure, sobrancelhas e massagem.
A vice-governadora do DF, Celina Leão, reforça a importância de ampliar ações de apoio ao empreendedorismo feminino. “O GDF trabalha com iniciativas que impulsionam a autonomia financeira e a participação das mulheres no mercado de trabalho, promovendo capacitações, trocas de experiências e oportunidades para alavancar seus negócios”, afirma.
Para fortalecer essas trajetórias, a Secretaria da Mulher (SMDF) intensifica programas de qualificação, informação e acolhimento às empreendedoras. Além do programa Movimente DF, instituído por decreto 46.500/24, os espaços ProMulher — localizados em Taguatinga, Ceilândia e na sede da SMDF II — oferecem cursos, oficinas, capacitações profissionais, rodas de conversa e serviços itinerantes, criando ambientes de aprendizado e incentivando o desenvolvimento de pequenos negócios liderados por mulheres.