Menu
Brasília

Policial Militar morre após teste físico de concurso

Arquivo Geral

07/01/2014 7h40

Um soldado da Polícia Militar morreu logo após se submeter ao Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso para escrivão da Polícia Civil. Militar há mais de três anos, Rafael Victor de Araújo, 30 anos, participou do exame de esforço físico no último domingo. Ele chegou a completar a prova na pista de atletismo do colégio da rede pública de ensino Elefante Branco, na Asa Sul, mas depois da atividade começou a passar mal e foi socorrido ao Hospital de Base. 

A vítima deu entrada na unidade por volta das 17h, em estado grave, com problemas cardíacos. Segundo a Secretaria de Saúde, na noite do mesmo dia a vítima não resistiu e morreu. Entretanto, a Divisão de Comunicação da Polícia Civil (Divicom/PCDF) afirma que o homem teve morte confirmada apenas no início da manhã de ontem, por  volta das 6h50.

O policial atuava no 1º Batalhão de Polícia Militar (Asa Sul), na área administrativa. O militar, que fez parte da turma de 2009 para ingresso na corporação, executava serviços internos e sonhava ingressar na Polícia Civil. Ele foi aprovado na prova escrita para formação de cadastro reserva no cargo de escrivão da corporação. O resultado, divulgado no dia 27 de dezembro, convocava os aprovados para a prova de capacidade física – a segunda etapa do processo. Havia outros cinco procedimentos aos quais os candidatos ainda deveriam ser submetidos antes da aprovação. 

Provas

A prova de capacidade física do concurso tem caráter unicamente eliminatório e consiste na realização de testes de barra, flexão abdominal, meio-sugado e corrida de 12 minutos. As exigências são diferenciadas entre homens e mulheres.  Durante o momento em que o soldado começou a passar mal, na corrida, ele foi atendido ainda no local da prova por uma equipe médica de plantão. 

Recursos

De acordo com o organizador do concurso, Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), o candidato foi atendido por ambulância equipada com o aparato necessário a atendimentos de urgência e emergência. Todos os recursos são disponibilizados em cada etapas de capacidade física realizadas pela instituição (leia mais na Versão Oficial).

Versão Oficial
 
O Cespe alega que, conforme atestado médico apresentado pelo candidato e emitido em 10 de dezembro de 2013, assinado e carimbado por profissional de saúde com especialização em clínica médica e cardiologia, Rafael apresentava-se apto à realização da prova de capacidade física do referido certame.  A instituição diz ainda que, conforme itens 4.2 e 4.2.1 do Edital   10 do concurso, no atestado médico, a ser providenciado pelo candidato, deve constar, expressamente, que ele está apto a realizar a prova. O candidato que apresentasse o atestado médico em desacordo ao que dispõe o edital seria impedido de fazer a prova. O Cespe garante que, em cumprimento à Lei   4.949, de 15 de outubro de 2012, os exames físicos foram suspensos no período entre 11h e 15h, para que não houvesse prejuízo aos candidatos que participavam da avaliação.
 
Laudo atestará as causas
O corpo do soldado foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que deve emitir o laudo constatando a causa da morte da vítima. O resultado da necropsia deve ficar pronto em até 30 dias. O caso está registrado na 1ª DP (Asa Sul) que investiga o caso. 
Amigos militares do policial disseram que o colega teve uma parada cardíaca e hemorragia generalizada, mas a causa final do óbito ainda está sendo analisada. Rafael morava no Guará e era casado.
Atual comandante em exercício do 1º BPM, onde o soldado atuava, o major Rosivan Correia destaca que o militar era agradável, educado e desempenhava as funções de forma exemplar. “Ele era um excelente profissional e trabalhava muito bem no serviço administrativo que lhe competia. Era um militar muito disciplinado”, ressalta.
 
Memória
Um subtenente da Polícia Militar morreu após ser baleado durante um curso de operações especiais da corporação, em julho de 2012. O treinamento ocorreu dentro da área militar da Marinha, nas proximidades da BR-040. A vítima participava como instrutor do curso e teria se ferido ao pisar em uma armadilha montada por ela mesma.
 
Em 2008, o bombeiro Washington Nunes Pinto e Silva morreu durante o treinamento para mergulhador, no Lago Paranoá.  A vítima tentava atravessar o Lago Paranoá enquanto mergulhadores dos bombeiros o seguravam e o afundavam, dificultando o nado, em uma prática chamada de “caldo”. Washington conseguiu nadar 500 metros até a margem do lago, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória em virtude de afogamento. Em maio do ano passado, a Auditoria Militar do DF condenou quatro oficiais do Corpo de Bombeiros   a um ano de prisão pelo caso.
 
 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado