O Tribunal do Júri de Brasília julga, no próximo dia 9, Márcio Serra Freixo, que teve seu julgamento desmembrado dos outros policiais militares acusados por homicídio durante desocupação da Estrutural em 1998. Nove dos acusados foram a júri na última semana em um longo julgamento que culminou com a absolvição de todos os PMs.
Os homicídios ocorreram durante a Operação Tornado, realizada durante a tentativa de desocupação da área. Após a morte de um policial militar no local, a corporação fez novas operações na área, que resultaram em confrontos com a comunidade local. O júri teve início em 24/8 e se encerrou no sábado.
Na ocasião, o juiz-presidente leu a sentença, em conformidade com a decisão dos jurados, absolvendo todos os acusados: Luiz Henrique Fonseca Teixeira; Rodrigo Moreira de Souza, Wolney Rodrigues da Silva, Antônio da Costa Veloso, Francisco Alves de Lima, Vangelista Pereira de Sousa, Cássio Marinho, Eduardo Araújo de Oliveira e Carlos Chagas de Alencar e declarou extinta a punibilidade do acusado Daniel de Souza Pinto Júnior, que morreu antes do julgamento. A sessão foi encerrada às 15h de sábado, após seis dias de julgamento.
Oito dos nove acusados estavam presentes ao julgamento. Um deles, Eduardo Araújo de Oliveira, não compareceu, mas foi julgado e absolvido à revelia.
O advogado da comunidade e, em específico, de Roberto José Filho, o Azul, que hoje está protegido pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Ennio Ferreira Bastos não pretende recorrer da decisão. Segundo ele, não adianta tentar um novo julgamento, pois dificilmente a decisão seria modificada.