Manuela Rolim
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Um policial federal de 41 anos morreu durante o evento Brasília Yacht Day (BYD), realizado nesse fim de semana no Lago Paranoá. Pouco depois das 23h de sábado, Stefenson Marcus Pinto Scaffuto teria ingerido por engano uma substância à base de clorofórmio e éter – popularmente conhecida como “loló” -, conforme informaram amigos próximos da vítima. A droga é inalada, e a ingestão, fatal. Após o óbito, uma ocorrência foi registrada na 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) para que as circunstâncias sejam investigadas.
Famoso na capital, o BYD reúne o maior encontro de lanchas do Brasil. Amiga do policial, a fisioterapeuta Amanda Rosa, 25, não foi à festa, mas soube do episódio por volta das 2h. “Uma amiga em comum me ligou para contar. Disse que a substância estava dentro de uma lata de energético e ele tomou sem saber. Começou a passar mal, vomitou e teve espasmos”, relatou.
A vítima teve uma parada cardiorrespiratória e foi socorrida inicialmente pelo Corpo de Bombeiros. Em seguida, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) assumiu o caso. Ele chegou a ser levado para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) com vida, mas teve outra crise e não resistiu.
Saiba mais
- A reportagem do Jornal de Brasília procurou a organização do Brasília Yacht Day (BYD) na página do evento no Facebook, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição. Ontem, às 16h30, a festa continuou em um restaurante.
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Abalada com a perda, Amanda lembra que o amigo não costumava usar drogas. “Pelo contrário, ele era totalmente contra. Conversávamos muito sobre isso e ele dizia que tinha aversão. Eu mesma nunca o vi usando nada. Estamos todos em estado de choque”, completou.
Para a fisioterapeuta, a morte de Stefenson foi uma tragédia. “Ele estava sempre alegre, era raro vê-lo chateado. Apesar de brincalhão, era uma pessoa muito correta e responsável. Como viajava muito, adorava programas no Lago Paranoá quando voltava”, acrescentou.
Um servidor público de 35 anos que também esteve no evento conta que a festa estava lotada. “Vi gente cheirando loló na lancha ao lado da minha. Tinha droga no evento, sim. Apesar disso, também teve fiscalização da Capitania dos Portos. Todas as embarcações que chegavam tinham que mostrar a documentação. Eles alertavam quanto aos perigos de ingerir bebida alcoólica e pilotar depois”, concluiu.