Dois agentes do Departamento de Operações Especiais (DOE) protagonizaram uma confusão em uma agência bancária (Itaú) da QE 26 no Guará II nesta sexta-feira (4/6), por volta das 12h.
Os agentes tentaram entrar armados no banco e ficaram presos na porta giratória. Um vigilante, em cumprimento ao disposto em portaria editada pela Delegacia de Controle de Segurança Privada (DELESP) da Polícia Federal, ao notar que estavam armados, pediu as suas identificações. Os agentes negaram prestar informações.
O vigilante recorreu à gerente que reiterou o pedido. Os policiais negaram novamente, o que fez a gerente alertar que entraria em contato com a área de segurança do banco. Antes disso, os agentes quebraram a porta e prenderam o vigilante, a gerente e outro vigilante que fazia imagens da ação.
Cerca de trinta pessoas estavam no banco no momento da confusão.
O distrital Chico Vigilante divulgou nota sobre o caso. A Policia Civil ainda não se manifestou.
Leia a nota completa do deputado:
Truculência Policial em agência bancária no Guará
Policiais usam de violência, invadem agência de banco e fazem prisões arbitrárias
Brasília está entregue a própria sorte e, pelo que parece, sem comando. É um descalabro, um abuso de autoridade, uma covardia e uma ação que precisa ser punida de maneira exemplar para evitar que maus policiais continuem manchando a imagem da Polícia Civil do Distrito Federal. Adjetivado, passo a história.
Três agentes do Departamento de Operações Especiais (DOE) chegaram a agência do Banco Itaú, no Guará, na manhã de hoje, por volta das 12h, e tentaram entrar. O vigilante, em cumprimento ao disposto em portaria editada pela
Delegacia de Controle de Segurança Privada (DELESP) da Polícia Federal, e percebendo que os indivíduos estavam armados, pediu a identificação dos três elementos.
Eles se negaram a prestar as informações. O vigilante chamou a gerente que reiterou o pedido. Os policiais mais uma vez se negaram. A gerente disse que entraria em contato com a área de segurança do banco, mas antes que isso ocorresse, os policiais quebraram a porta do banco e invadiram a agência e prenderam, arbitrariamente, o vigilante e a gerente e um segundo vigilante que fazia imagens da ação desastrosa e irresponsável dos agentes do estado que deveriam garantir a segurança dos cidadãos.
Foi uma atitude desastrosa e irresponsável que só aumenta a desconfiança da população no aparato de segurança pública do Distrito Federal e mostra que a nossa polícia está sem freio e a um pé do absurdo. É intolerável ações dessa natureza que deixam evidente o despreparo e os desvios que estão à frente das instituições públicas de segurança do DF.
Eu não vou me calar e quero uma apuração profunda dos fatos e a punição dos envolvidos. Agora mesmo entrei em contato o delegado Adelar Anderle da Divisão de Segurança Privada da PF e pedi providências. Também vou fazer a denúncia a Corregedoria da Polícia Civil, ao Ministério Público e vou oficiar o secretário de Segurança, o diretor-geral da Polícia Civil e o governador Rogério Rosso. Agentes públicos não podem ultrapassar os limites de suas competências, principalmente contra os cidadãos trabalhadores que pagam altas cargas tributárias para, inclusive, custear os salários dos policiais. É um absurdo o que aconteceu hoje, mas a truculência dos agentes da Polícia Civil não será o ponto final da história de hoje. Isso, eu prometo.