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Brasília

Polícia reforçará segurança em escolas da rede pública na volta às aulas

Arquivo Geral

31/07/2015 14h27

Os 470 mil alunos da rede pública de ensino retornam às aulas, nesta segunda-feira (3), com a segurança reforçada nas 657 escolas de Brasília. O Batalhão de Policiamento Escolar da Polícia Militar colocará à disposição das instituições uma viatura, duas motos e uma base móvel. Oito militares estarão envolvidos na ação, denominada Comando Móvel Escolar. O lançamento está marcado para as 6h30, no Centro Educacional Caseb, na 909 Sul.

A ação será realizada durante todo o ano nas regiões administrativas e seguirá um cronograma que definido pelo órgão de segurança. As unidades com maior número de ocorrências terão prioridade no atendimento. O novo modelo de policiamento já foi implantado na rede particular no dia 27, início do semestre letivo, para 200 mil estudantes, segundo o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF.

“Ficaremos na instituição durante o período que for necessário, lidando com eventuais problemas internos e garantindo o policiamento nas imediações”, ressalta o chefe da seção operacional, major Lobato Marques. De acordo com ele, o uso e o porte de entorpecentes encabeçam a lista de ocorrências atendidas pelo grupo. Entre 1º de janeiro e 15 de maio de 2015 foram registrados 84 casos. Os roubos vêm em segundo lugar, com 31.

Além desse formato, o batalhão trabalha com outro sistema de policiamento, onde 17 escolas da rede pública de Brasília funcionam como polos de segurança. As unidades foram escolhidas de acordo com a localização geográfica, o número de moradores na região e o histórico de violência escolar. “Em cada um desses locais fica uma viatura para atendimento mais rápido.”

Surdos

Ainda nesta segunda, no mesmo horário, será lançado um canal de comunicação para os estudantes que possuem deficiência auditiva. A sede do órgão de segurança utilizará um celular exclusivo para realizar o atendimento. O número ainda será divulgado. “O aparelho telefônico terá os aplicativos WhatsApp e Messenger, mas também estarão habilitados a receber mensagens de texto via SMS”, afirma o major Lobato.

A dificuldade de atender demandas feitas por surdos foi uma das motivações para criar o canal. A ideia é que o policial responsável pela ocorrência entenda o que aluno quer para, se for o caso, conduzi-lo a uma delegacia. “Primeiro, o estudante deve entrar em contato conosco por meio de um dos programas disponíveis e o policial que receber a mensagem encaminhará a viatura mais próxima ao local chamado”, ressaltou o major.

Para começar a operar, 40 militares fizeram um curso ministrado por professores do Centro de Apoio ao Surdo — vinculado à Secretaria de Educação — no primeiro semestre. Até o final do ano, a previsão é que mais 80 sejam habilitados.

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