Menu
Brasília

Polícia prende um dos acusados de matar taxista no último domingo

Arquivo Geral

28/08/2012 13h21

Elaine Siqueira
elaine.siqueira@jornaldebrasilia.com.br

 

A polícia prendeu na noite desta última segunda-feira (27) o acusado de esfaquear o taxista Josias Horácio da Silva Souza, 54 anos, morto na QI 17 do Lago Sul, no domingo (26).

O autor do crime, J.G.M.S., 18 anos, é vendedor de vale-transporte e informou que não possui passagem pela polícia. Ele foi preso em flagrante em sua residência, no Jardim ABC, que fica na Cidade Ocidental (GO).

Na noite do crime, J. e seu comparsa, ainda foragido, pegaram o táxi na Rodoviária do Plano Piloto, pois segundo o acusado, a dupla havia perdido o último ônibus para a Cidade Ocidental. Dentro do veículo, informaram que iriam descer na QI 23, do Lago Sul e só tinham um total de R$ 15 reais para pagar a corrida e ainda tentar pegar outro veículo até seus destinos.

Ainda segundo o autor do crime, Josias parou o carro na QI 17 e teria ficado desconfiado, pegou sua própria faca, que foi presenteada por um de seus filhos, e reagiu pensando ser um assalto. “Fiquei assustado e reagi, peguei a faca e não vi quantos golpes dei nele”, disse J. Além das facadas na altura do tórax, a perícia constatou também uma mordida no rosto da vítima.

Após o crime, a dupla fugiu do local e J. ficou ferido no joelho. Logo em seguida, o acusado deu entrada no Hospital Regional de Santa Maria, onde recebeu os primeiros socorros.

A delegada-chefe da 10º Delegacia de Polícia, Selma Carmona, informou que o jovem foi encontrado após ter deixado uma pista. “Ele passou na casa de um amigo onde tentou estancar o sangue com um pedaço de pano. Este pano foi encontrado no local e não nos deixou dúvida de que era ele. Depois de ter sido socorrido no hospital, ele se manteve em casa o tempo todo, contou a delegada.

“Eu não tinha intenção de matar ninguém e nem de roubar o carro dele. Nunca fiz nada de errado”, garante o jovem, que também é usuário de drogas.

 

O táxi de Josias foi encontrado carbonizado, próximo à quadra do criminoso.  O acusado responderá por roubo seguido de morte e, se condenado, pode pegar uma pena de 20 a 30 anos de prisão.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado