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Brasília

Polícia prende quadrilha suspeita de roubos a comércios e residência no Riacho Fundo

Arquivo Geral

19/12/2017 16h48

Divulgação

Raphaella Sconetto
Raphaella.sconetto@grupojbr.com

Oito homens foram presos pela 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo I) por envolvimentos em roubos a comércios e residências e tráfico de drogas na região. Durante os mandados de busca e apreensão, uma arma de uso restrito foi apreendida, além de drogas, dinheiro e celulares.

Segundo o delegado-chefe da 29ª DP, Amarildo Fernandes, os agentes chegaram até o grupo criminoso após um homicídio que aconteceu há três meses, no Riacho Fundo I. “Através de monitoramento a investigação rumou para outros delitos. O homicídio em si não conseguimos esclarecer naquela época”, aponta. A investigação com o foco neste grupo começou em setembro. Por outro lado, ainda assim, eles também estavam envolvidos em em outros homicídios.

A associação criminosa se denomina de “comboio do cão” e já era conhecida da polícia. “O líder foi preso há quatro meses, numa operação na região de Ceilândia, porém, as pessoas de escalão intermediário, estão soltas. Não conseguimos prendê-los dessa vez. Eles são os responsáveis por distribuir o que cada um dos executores teriam que fazer, e recebem ordem direta do líder que está preso”, explica o delegado. O líder do grupo é Fabiano Sabino Pereira.

De acordo com o delegado, os oito presos agiam como executores. “São os ‘soldados’ do grupo”, afirma. “A característica é de violência extrema. São sempre execuções com muitos tiros, armas de grosso calibre”, completa Fernandes.

Wenderson Fernandes da Silva, Marcos Aurélio da Silva, Rogério Rodrigues do Nascimento, Murilo Alves Gonçalves, Paulo Henrique Alves Gonçalves, Fábio Borges da Silva e Marcones Batista Almeida foram presos em suas residências no Riacho Fundo I e Riacho Fundo II. Segundo o delegado da 29ª DP, eles não possuem nenhum parentesco.

Já Adilson Cardoso Alves foi preso em Planaltina. Segundo as investigações, ele portava uma arma de 9mm, que é de uso restrito. Além disso, o delegado conta que a partir do monitoramento ele será autuado por tráfico de droga internacional. “Em outubro apuramos que ele sacou dinheiro para subornar policiais paraguaios. Uma carga estava apreendida e conseguiu vir para Brasília”, aponta. A propina paga aos policiais do Paraguai chegou a R$ 20 mil.

A operação Crips contou com a participação de 45 policiais civis. De acordo com o delegado-chefe Amarildo Fernandes, as investigações continuam para identificar mais integrantes da associação criminosa e para prender outros líderes.

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