Oito pessoas foram presas no início da manhã desta sexta (27), suspeitas de integrarem uma quadrilha especializada em receptação, adulteração de veículos e falsificação de documentos. A Polícia Civil, por meio da operação “Replay”, cumpriu pelo menos 15 mandados de busca e apreensão. A operação é resultado de mais de nove meses de investações e, ainda foram apreendidos dois veículos clonados, uma pistola, munição e documentos falsificados.
Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), Marco Aurélio Vergílio, os carros eram roubados no Distrito Federal, passados para a adulteração e em seguida disponibilizados para a venda, em Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, Santa Maria e em municípios do entorno e Tocantins.
A quadrilha, segundo Vergílio, era chefiada por Carlos Alberto Nascimento de Abreu, de 41 anos. Ele era responsável por adulterar os sinais dos automóveis e documentos. “Esse suspeito é o principal clonador de carros da atualidade”, revela o delegado. O suspeito é casado com Karla Moreira da Costa, de 33 anos. Ela auxiliava o marido na parte financeira e na consulta de veículos a serem clonados. Ambos seguem foragidos.
João Carlos Soares Teixeira, de 42 anos, é um dos presos nesta manhã. Ele era resposável por providenciar a documentação e por indicar clientes interessados na clonagem. Já Francimar Barbosa Dino, de 34, era o braço direito do chefe Carlos Abreu, e axiliava na montagem e desmontagem de carros. Leandro Aparecido Lopes de Moura, de 32 anos, responsável por captar interessados na em adulterar veículos oriundos dos crimes, também foi preso na operação.
A Polícia Civil ainda prendeu Vender Ricardo de Oliveira, de 38 anos, e a esposa Sabrina Francisco da Silva, de 37. Também foram presos Lourenço Ferreira Neto, 30 anos, e José Adailton da Silva de Oliveira, de 36 anos, que é apontado como um receptador bastante experiente no meio. Estes suspeitos eram responsáveis por recepetar e adulterar sinais dos automóveis. Ourtos quatro envolvidos seguem foragidos.
De acordo com o delegado, os criminosos devem responder por organização criminosa, 3 a 8 anos de prisão; adulteração de sinais identificadores de veículos automotores, 3 a 6 anos; uso de documentos falsos, 2 a 6 anos de prisão; e falsificação de documentos públicos.
*Com informações de Ingrid Soares