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Brasília

Policia prende homem que falsificava bebidas em Samambaia

Arquivo Geral

21/12/2012 15h42

Eric Zambon

eric.zambon@jornaldebrasilia.com.br

Foto: Tereza Neuberguer

 

Quem vai participar de festividades de fim de ano deve ficar bastante atento ao que está consumindo. Na noite de ontem (20), em Samambaia, agentes da Delegacia de Combate aos Crimes contra Propriedade Imaterial (DCPIM) prenderam um homem acusado de falsificar bebidas alcoólicas, que seriam repassadas a comerciantes locais e a organizadores de festas open-bar da região. Com o suspeito foram encontradas cerca de 50 garrafas cheias e outras 100 esvaziadas, mas com lacres conservados.

 

De acordo com o delegado Luiz Henrique Sampaio, o suspeito P.H.F.P, de 26 anos, que usava a própria residência, na QR 413 da Samambaia, como armazém dos produtos irregulares, comprava uísque e vodka de preço e qualidade reduzidos e, por meio de pipetas, transferia o conteúdo para garrafas de marcas mais caras no mercado. Ele também adicionava corantes e aromatizantes às bebidas para ludibriar compradores. O acusado usava lacre e selos com aparência de legítimos para dar maior credibilidade à falsificação.

 

“Acreditamos que ele tinha lucros de 100% a 150% com cada garrafa. A maioria dos produtos era vendido em comércios de Samamabaia e festas”, explicou o delegado.

 

Em março deste ano o Jornal de Brasília fez reportagem sobre o irmão do acusado, W.F.P., de 20 anos, preso no mesmo endereço por causa de crime semelhante após a Operação Ressaca da DCPIM. À época, o rapaz foi encontrado adulterando as bebidas em condições insalubres e foi pego em flagrante.

 

 

“A gente acredita que seja coisa de família. Vamos procurar envolvimento de outros membros ainda”, disse o delegado Luiz Henrique.

 

Curiosamente, os dois irmãos foram detidos após denúncia anônima de moradores da região. Os vizinhos teriam estranhado grandes quantidades de bebidas sendo transportadas em sacos de lixo e chamado a polícia. A investigação da DCPIM ainda analisa o envolvimento de uma distribuidora de bebidas local, que ajudaria no fornecimento de garrafas e apetrechos de falsificação para os criminosos. Gráficas clandestinas, que fariam o serviço de reprodução de selos e lacres, também estão sendo procuradas.

 

O delegado Luiz Henrique fez um alerta à população do DF que for comemorar o Natal e Fim de Ano em festas pela capital. “Adquiram suas bebidas em estabelecimentos confiáveis e de qualidade. Verifiquem também as características das garrafas que estão sendo consumidas. Para ajudar a evitar que falsificações ocorram, também é recomendável quebrar as garrafas de bebidas mais caras depois do consumo para que elas fiquem inutilizadas.”

 

W.F.P responde em liberdade ao processo contra ele, e seu irmão, preso ontem, deve seguir o mesmo caminho, pois é réu primário. Os dois são acusados de falsificação de bebidas e, se condenados, podem pegar de 4 a 8 anos de prisão.

 

Foto: Tereza Neubeguer

Delegado Luiz Henrique Sampaio pediu atenção aos consumidores de bebida alcoólica na hora de comprar principalmente uísque e vodka em festas

 

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