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Brasília

Polícia investiga três mortes na UTI do hospital Anchieta

Instituição afirma ter identificado, em menos de 20 dias, indícios de envolvimento de ex-técnicos de enfermagem

Redação Jornal de Brasília

19/01/2026 5h00

Atualizada 18/01/2026 20h33

anchieta

O Hospital Anchieta, uma das instituições privadas de saúde mais tradicionais de Brasília, informou que acionou a Polícia Civil do Distrito Federal após identificar indícios de crime em três mortes de pacientes ocorridas no fim do ano passado, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A apuração interna, iniciada por iniciativa do próprio hospital, apontou possível envolvimento de ex-técnicos de enfermagem, que já haviam sido desligados da instituição antes da adoção das medidas judiciais.

De acordo com apuração do Jornal de Brasília, receitas médicas teriam sido alteradas pelos suspeitos, o que a assessoria do hospital não quis confirmar. Segundo a unidade de saúde localizada em Taguatinga, “as circunstâncias consideradas atípicas levaram à criação de um comitê interno de análise, responsável por conduzir uma investigação classificada como rigorosa e concluída em menos de 20 dias”. O material reunido foi encaminhado às autoridades, que instauraram inquérito policial e cumpriram mandados de prisão cautelar nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.

A direção informou ao Jbr, que manteve contato com as famílias dos pacientes, prestando esclarecimentos e oferecendo acolhimento durante o processo. O caso, no entanto, tramita sob segredo de justiça, o que impede a divulgação de detalhes adicionais sobre as mortes e a identificação dos envolvidos.

Em nota, o Hospital Anchieta afirmou que o sigilo judicial é essencial para preservar a apuração e garantir o trabalho das autoridades. A instituição destacou ainda que está colaborando de forma integral com as investigações e reforçou seus protocolos internos de segurança assistencial. Ao se posicionar também como vítima das ações atribuídas aos ex-funcionários, o hospital manifestou solidariedade aos familiares das vítimas e reiterou o compromisso com a segurança dos pacientes, a transparência institucional e o cumprimento da lei.

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