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Brasília

Polícia investiga se pessoas próximas estão envolvidas no crime de homem achado carbonizado

Arquivo Geral

20/01/2016 6h30

Manuela Rolim

manuela.rolim@jornaldebrasilia.com.br

As investigações a respeito do crime que matou o analista da Associação de Poupança e Empréstimo (Poupex)  James de Castro Henriques, 45 anos, há exatamente uma semana, giram em torno de dinheiro. As últimas movimentações bancárias e  um seguro de vida no nome da vítima estão sendo analisados, garante a Polícia Civil.

“O valor do seguro e os beneficiários podem auxiliar no caso. Além disso, estamos ligando nas agências bancárias para checar se houve algum saque. As informações do celular da vítima também vão ajudar”, ressaltou o delegado-chefe da 26ª DP (Samambaia), Eduardo Galvão.

 Segundo ele, como acontece em qualquer suspeita de homicídio,   pessoas mais próximas serão ouvidas. “Familiares    são peças que fazem parte das investigações. Sabemos que ele não tinha uma relação muito boa com a ex-mulher e o filho. No entanto, não tenho indícios de nada contra eles”, completou. 

Galvão confirmou que James  tinha várias passagens pela polícia ao ser enquadrado na Lei Maria da Penha por, supostamente, ter agredido a ex-mulher. Ela, por sua vez, foi presa, em setembro de 2009, por furtar joias em diferentes shoppings do DF, além de já ter respondido por   estelionato.

O delegado lembrou que, mesmo com indícios de homicídio,   ainda não descartou um possível latrocínio (roubo seguido de morte): “Esperamos  o laudo de duas perícias. Uma delas é a do Instituto Médico Legal (IML), que vai informar a causa da morte, e a outra é o laudo de local, que vai detalhar tudo o que havia no cenário, inclusive dentro do carro”.

“Querido por todos”

O corpo de James de Castro Henriques foi encontrado carbonizado no porta-malas de um carro incendiado em Samambaia, na manhã da   quarta-feira passada.  A polícia também descartou acerto de contas. “É muito pouco provável. Não faz sentido queimarem o corpo e também o carro. James parecia ser uma pessoa muito querida, sem inimigos. Além disso, não tinha ligação com Samambaia, não era para estar lá”, assegurou o delegado Eduardo Galvão. 

Um amigo de infância de James contou ao JBr.  que, desde muito cedo, a vítima usava drogas, mas era uma pessoa querida por todos. “O velório estava lotado. Tanto os amigos íntimos  quanto os do trabalho gostavam dele. James não tinha problema com ninguém. Assim que eu soube da morte, até pensei que fosse dívida de droga, mas depois descartei essa hipótese. Foi uma morte brutal”, relatou. 

Segundo o amigo, a vítima integrava grupo no Facebook que reúne moradores da   306  Norte, onde ele morou há muito tempo. Na página, os internautas o homenagearam. 

A vítima morava em Águas Claras e tinha três filhos. Segundo o delegado  Galvão, ele  saiu do Setor Militar Urbano em direção a Ceilândia, onde encontraria um dos filhos. “Temos que descobrir o que aconteceu nesse intervalo”, diz. O JBr. não conseguiu o contato de familiares de James.

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