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Brasília

Polícia desvenda assaltos a joalherias: autores são menores

Arquivo Geral

29/02/2016 19h50

Dois adolescentes de 16 e 17 anos apreendidos pela polícia são apontados como integrantes de uma quadrilha que assaltou três joalherias. Os crimes ocorreram em janeiro deste ano no Lago Sul e nas asas Sul e Norte. Eles também teriam cometido uma tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte). 

A dupla integraria um grupo criminoso formado por pelo menos cinco pessoas. Dessas, dois menores já apreendidos e um outro adolescente morto recentemente. O homicídio ainda é investigado.  A participação de um adulto na quadrilha também é averiguada.

Assalto na QI 5

Em um dos crimes atribuídos aos suspeitos, um segurança particular da joalheria Carla Amorim, localizada na QI 5 do Lago Sul, foi baleado. O assalto ocorreu no início da tarde de 11 de janeiro. 

Leia mais: Joalheria Carla Amorim é assaltada no Lago Sul

 

Achado em casa

Segundo Alessandra Lacerda, delegada-chefe da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA I), as apreensões mais recentes ocorreram no último sábado (27). O primeiro foi encontrado em casa por volta das 5h30, e o outro estava próximo à residência dele, ambos no Paranoá. “Eles agiam armados. No último assalto, em uma loja,  atiraram em um cliente”, revela.

A dupla que já estava apreendida foi pega em flagrante após um assalto no shopping Boulevard, na Asa Norte, em 2 de janeiro. Os outros comparsas conseguiram fugir na ocasião.

A polícia constatou que as armas utilizadas pelo grupo foram compradas em Goiás. No mesmo estado foi encontrada parte das joias roubadas nos assaltos.  Câmeras de segurança dos estabelecimentos invadidos ajudaram nas investigações.

De acordo com a delegada, eles agiam de forma planejada: observavam e estudavam os locais antes de cometer os crimes. “Tentaram implantar no DF uma prática que já existe fora daqui. Agora, será aplicada uma medida socioeducativa conforme o delito que cometeram”, explica. 

Histórico perigoso

Os menores tem várias passagens pela polícia. Um deles ficou internado por pouco mais de um ano. Agora, todos estão na Unidade de Internação de São Sebastião. O tempo máximo que um adolescente pode ficar enclausurado é três anos, e a Justiça determinará o prazo e a medida socioeducativa.

A polícia investiga o envolvimento de um adulto nos crimes, mas essa parte da apuração não estará a cargo da DCA. A suspeita é de que esse homem transportasse os adolescentes de carro. “Desconfiamos do envolvimento, uma vez que eram vários roubos realizados em um pequeno espaço de tempo”, conclui a delegada.

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