Com relação às investigações sobre os seis jovens desaparecidos de Luziânia (GO), a polícia diz que não há nenhum fato novo. Seis equipes de investigação, uma para cada sumiço, trabalham em campo coletando informações que são repassadas a uma sétima equipe que faz o processamento das informações. Além disso, as equipes se reunem uma vez ao dia para analisarem o andamento dos trabalhos. Nos inquéritos abertos, a polícia trabalha com várias hipóteses entre elas tráfico de órgãos e de drogas, bruxaria, pedofilia e até a de trabalho escravo em fazendas. Nenhuma delas ainda foi descartada.
Desaparecidos
O primeiro desaparecimento foi o de Diego Alves Rodrigues, de 13 anos. O garoto saiu de casa no bairro Estrela Dalva para ir a uma oficina e nunca mais foi visto. Depois dele, sumiram Paulo Victor Vieira, de 16 anos; George Rabelo dos Santos, de 17; Flávio Augusto dos Santos, de 14; Divino Luiz Lopes da Silva, de 16; e em 22 de janeiro Márcio Lúcia Souza Lopes.
Enquanto não se sabe o que aconteceu com os jovens e quem foi o responsável pelo sumiço deles a palavra de ordem em Luziânia é precaução. Na cidade as idas e vindas para o colégio já se tornaram rotina para os pais e mães de estudantes, que temem pelo segurança dos filhos. No Colégio Estadual Antônio Março de Araújo, onde estudam mais de 1,5 mil jovens do bairro Estrela Dalva, o cuidado com os pequenos é grande.
“Trago e busco todos os dias a minha filha. Não quero passar pelo mesmo que estão passando as famílias desses meninos que sumiram”, desabafa o aposentado Juarez Santos Farias, 45 anos. A dona de casa Aldenir Alves também não dá margem a má sorte. Diz que com chuva ou sol não deixará de acompanhar o filho de 13 anos ao colégio. “Mesmo com os policiais no colégio não me sinto segura em deixá-lo ir sozinho para a escola”, conta.
Pelo menos uma viatura com dois policiais fica de prontidão em cada um dos colégios nos horários de entrada e saída para as aulas. Além disso, dez viaturas fazem rondas permanentes nas ruas do bairro Estrela Dalva. Nas escolas o Batalhão Escolar também tem passado algumas dicas para os estudantes, sobre como se comportar na entrada e saída das escolas. Mesmo assim, muitas mães ainda estão deixando de mandar os filhos para a escola.