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Brasília

Polícia Civil investiga sete novas mortes suspeitas em UTI do Hospital Anchieta

Casos teriam ocorrido em 2025 e podem ter relação com técnicos de enfermagem presos temporariamente; três investigações já foram formalmente instauradas

João Victor Rodrigues

05/03/2026 6h33

Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apura a possível ligação entre sete mortes ocorridas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta e os três técnicos de enfermagem presos durante as investigações sobre supostas irregularidades no atendimento a pacientes da unidade.

Segundo os investigadores, todas as mortes sob análise ocorreram ao longo do ano passado. Dentre os casos identificados até o momento, três já resultaram na abertura formal de inquéritos policiais para aprofundar a apuração das circunstâncias dos óbitos.

Familiares das vítimas foram ouvidos pela polícia e relataram que se recordam de ter visto os profissionais investigados atuando diretamente nos leitos onde estavam internados os pacientes. A partir desses depoimentos, surgiu a suspeita de que as mortes possam ter sido provocadas de forma intencional.

Para esclarecer os fatos, a investigação reúne diferentes frentes de análise. Entre elas, a revisão detalhada dos prontuários médicos e dos exames realizados nos pacientes antes das mortes. O material também está sendo encaminhado para avaliação técnica no Instituto de Medicina Legal (IML).

Os investigadores solicitaram ainda ao Hospital Anchieta o fornecimento de gravações das câmeras de segurança instaladas na UTI. As imagens requisitadas correspondem às datas em que ocorreram os óbitos considerados suspeitos e devem auxiliar na reconstrução da rotina de atendimento nos dias analisados.

No centro das investigações estão os técnicos de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, Marcela Camilly Alves da Silva, de 22, e Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos. Eles foram presos temporariamente em janeiro: Marcos Vinícius e Marcela no dia 12, enquanto Amanda foi detida três dias depois, em 15 de janeiro.

Nesta terça-feira (3), Marcela Camilly e Amanda Rodrigues voltaram a prestar depoimento à Polícia Civil. Elas foram levadas da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, até o Departamento de Polícia Especializada (DPE), onde permaneceram por cerca de duas horas e meia sendo ouvidas pelos investigadores na presença de seus advogados.

Marcos Vinícius também foi novamente interrogado na última sexta-feira. A prisão temporária dos três investigados foi prorrogada no mês passado e deve expirar no fim da próxima semana. O mesmo prazo foi estabelecido para que a Polícia Civil conclua o inquérito e encaminhe o resultado das investigações ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que decidirá sobre eventuais denúncias.

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