
Ultilizado por usuários de alto poder aquisitivo, a Polícia Civil fechou um laboratório de óleo de maconha na última sexta (1º). Rodrigo dos Santos Nunes, 39 anos, e um outro suspeito, foragido, usavam o quarto de um apartamento, na 308 Sul, para fabricar a droga. De acordo com a Polícia Civil, no momento da prisão, ele estava com cerca de 140 kg do entorpecente.
O local utilizado para fabricar o alucinógeno pertence a avó, de 88 anos, do rapaz, não identificado pela polícia, e também é o responsável pelos materiais, que ainda não foi encontrado pela polícia. “A proprietária é cadeirante e mora no apartamento com uma cuidadora. O local é muito grande, e o quarto que eles usavam para fazer o óleo tinha isolamento acústico”, detalhou Luiz Alexandre Gratão, delegado responsávael pelo caso. “A idosa não sabia da atividade criminosa do neto”, completou.
Uso do óleo
A droga, geralmente inserida em cigarro e no fumo do Narguilé – uma espécie de cachimbo de água de origem oriental, utilizado para fumar tabaco aromatizado –, é utilizada por usuários de alto poder aquisitivo. “O óleo de maconha é muito raro no Distrito Federal”, afirmou Gratão. “Ele exige uma manipulação bem específica e perigosa, pois para transformar a droga em óleo, os suspeitos usavam produtos infamáveis como álcool, acetona e gás butano”, alertou.
No momento do flagrante, os entorpecentes estavam armazenados em sacos, malas e tonéis dentro do automóvel ultilizado por Rodrigo Nunes. No local, a Polícia Civil também apreendeu objetos para manusear a droga e uma balança de precisão. O produto foi encaminhado para o Departamento de Polícia Especializada (DPE).
Se condenados, os suspeitos poderão pegar de 5 a 15 anos de reclusão por tráfico de drogas.