Rosana Jesus
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A Polícia Civil do DF apreendeu 5 mil pares de calçados falsificados na última segunda-feria (13). A apreensão foi realizada em quatro bancas da Feira dos Importados, no SIA, e em mais dois depósitos, localizados na Colônia Agrícola Vicente Pires. A operação, batizada como Lotus, foi deflagrada após uma denúncia anônima, recebida pela Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DCPIM), há uma semana.
De acordo com Mônica Ferreira, delega-chefe da DCPIM, as investigações tiveram início assim que a denúncia foi recebida. “Começamos a agir logo para que não desse tempo do suspeito ficar sabendo e nos despistar”, diz a delegada. “Fizemos campana para verificar se a denúncia era verdadeira, e foi comprovada. Com base nisso, fomos ao local em um dia que a feira não funcionava, para facilitar a abordagem”, explica.

Foto: Myke Sena
Ainda segundo Mônica, o proprietário da mercadoria apreendida não estava nos locais da apreensão. “Depois de ir à feira e encontrar uma grande quantidade de mercadorias, fomos até a casa dele, na Colonia Agrícola, mas apenas seu irmão foi encontrado”, relata a delegada-chefe.
“Os agentes tiveram que abrir o primeiro depósito usando força bruta, uma vez que o irmão alegou não ter a chave do local, onde foram encontrados vários sacos fechados de tênis”, menciona Mônica. Ela completa que a operação começou por volta das 6h e durou praticamente o dia inteiro. Três caminhões atuaram na operação e diversos pares das marcas Osklen, Adidas, Nike, Polo e Lacoste foram confiscados.
Até esta publicação, o proprietário da mercadoria não havia comparecido à delegacia. Ele deve ser autuado pelo crime de violação de marca. O irmão compareceu à DCPIM e também será indiciado como cúmplice. “Ele se negou a abrir o primeiro depósito, por isso entende-se que também é culpado”, esclarece Mônica.
Após ser encaminhado para o Instituto de Criminalística, para análise, metade do material apreendido deverá ser descaracterizado e encaminhado para doação, a outra parte deverá ser destruída. Essa etapa será decidida pela Justiça, que vai determinar quais objetos ainda podem ser usados.

Foto: Myke Sena
Alerta ao consumidor
A delegada Mônica faz um alerta em relação a esse tipo de compra. “Quem vende esses itens falsificados está colaborando com o crime. Esses comerciantes não pagam impostos e têm lucro de 100% em cima dos consumidores. É importante que o comprador sempre queira a nota fiscal e não aceite a venda de produtos fabricados de forma ilegal”, orienta.
“São os impostos que financiam a segurança, a saúde e a educação, então, se o comerciante não paga, o nosso país ficam em carência”, explica. A delegada ainda frisa que, além de estar cometendo um crime, esses comerciantes ilegais prejudicam as marcas originais, que agem legalmente para comercializar seus produtos. “Quando o consumidor compra esse tipo de produto, ele não tem garantia e não terá direito de recorrer ao Procon.”
Operação Lotus
A delegada esclarece que o nome dado a ‘Operação Lotus’ faz uma alusão aos
sapatos usados pelas chineses para modelar os pés. “Os calçados danificavam os pés das mulheres, assim como os tênis apreendidos podem causar malefícios à saúde dos consumidores”, diz.
Sobre as outras irregularidades na Feira dos Importados, a delegada Mônica ressalta que as apreensões são realizadas com base em denúncias, e que não é possível fazer várias abordagens ao mesmo tempo, devido à demanda de agentes disponíveis.