Fábio Magalhães
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Os questionamentos sobre o uso indevido da carteira funcional de policiais e bombeiros da segurança pública para entrar em casas noturnas e outros estabelecimentos de entretenimento são inúmeros.
Conforme denunciada pela matéria “Diversão liberada”, publicada na edição de ontem, do Jornal de Brasília, a contuda, conhecida popularmente como “carteirada”, é frequente nas portas das baladas da capital. Há os que são a favor e os que repudiam esta atitude que causa prejuízos aos empresários e pode resultar em confusão e tiroteios.
O Presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do Distrito Federal (Aspra-DF), Manoel Sansão Alves Barbosa, defende que todos os militares da segurança pública tenham acesso livre aos eventos. Segundo ele, essa permissão ajudaria a coibir eventuais crimes dentro das casas noturnas, bares e outros tipos de festas.
“Policiais e bombeiros são ativos 24 horas por dia. Os donos de casas de show deveriam permitir a livre entrada dos policiais nos eventos. A presença deles evita crimes e o uso de drogas. É uma mais uma segurança”, justifica o militar.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol), Luciano Marinho de Morais, a prática de entrar em eventos por meio de carteiradas existe, mas é esporádica.
“Pessoas de outras categorias, inclusive de outras forças, têm usado o nome da Polícia Civil para entrar nestes eventos. Todo policial tem que necessariamente deixar registrado o nome na entrada. Entendemos que o uso indevido tem de ser tratado entre quem denuncia e a Corregedoria,” diz o líder sindical.
“É trabalho à paisana”
De acordo com o secretário adjunto, Jooziel de Melo Freire, a Secretaria de Segurança tem conhecimento da conduta irregular adotada por alguns servidores. Ele justifica a entrada gratuita de policiais nos eventos alegando que, em determinados casos, os militares estão realizando investigações à paisana e, por isso, necessitam estar sem uniforme e apenas apresentam a identidade funcional.
“Temos legislação que autoriza o acesso de policiais em qualquer evento, mesmo sem estar em serviço, desde que identificados. A lei não pode dificultar o serviço”, explica.
O secretário argumenta que todas as providências cabíveis têm sido adotadas quando os servidores são denunciados por esta prática e, por isso, “os empresários devem denunciar excessos sem medo de represálias, “ garante.