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Brasília

PM que surtou em Vicente Pires responde por morte de bombeiro no DF

Arquivo Geral

03/03/2018 20h28

João Stangherlin

O policial militar que atirou diversas vezes pela janela do prédio onde mora, em Vicente Pires, já respondia pelo assassinato de um sargento do Corpo de Bombeiros. O crime aconteceu em Taguatinga Norte e corre na Justiça há seis anos.

Nessa sexta-feira (2), Silvio Costa Pereira, de 32 anos, mobilizou diversos militares, incluindo equipes do BOPE, ao disparar mais de 30 vezes dentro da própria casa.

Leia mais: Policial militar surta em Vicente Pires e atira dentro de casa

Após surto, policial militar se rende em Vicente Pires

PM surtou após receber ligação, diz namorada

Na ocasião, a namorada do militar, que entrou na corporação em março de 2014, informou que ele surtou após receber a ligação de um parente.

O major da PM Joel Santos, iformou que o PM não tinha histórico de transtorno psicológico e, durante a negociação, não colocou em risco a vida dos negociadores.

Relembre o caso

Em outubro de 2012, o sargento do Corpo de Bombeiros foi morto dentro da própria casa, em Taguatinga Norte. De acordo com a Polícia Militar, homens armados entraram na residência da vítima e começaram a atirar na vítima, que morreu no local.

Heglisson William Landa, 41 anos, trabalhava no 3º Grupamento de Bombeiros Militar, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Os criminosos fugiram levando aparelhos de televisão, notebook, DVDs e outros objetos.

Contradição

Na época em que o bombeiro foi morto, o policial militar foi testemunha do crime, por morava no mesmo lote do sargento. Na ocasião, ele disse à Polícia Civil que viu os assaltantes entrando em casa. Ao longo da investigação, porém, o testemunho do militar foi desmentido. Descobriu-se que ele e a vítima já tinham discutido anteriormente e que, na madrugada do assassinato, os dois tiveram uma nova briga.

No momento do crime, Silvio e um comparsa estavam na casa do bombeiro. A arma nunca foi encontrada. Ele chegou a ser denunciado pelo Ministério Público, mas a Justiça deixou que ele responda ao processo em liberdade.

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