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Plataforma desenvolvida com apoio da FAPDF contribui para o diagnóstico precoce de doenças raras no DF

Ferramenta Tamis-IA já beneficia cerca de 8 mil pessoas e pode transformar a atenção primária no SUS

Redação Jornal de Brasília

26/06/2025 16h43

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Uma plataforma orientada por inteligência artificial está revolucionando o diagnóstico precoce de doenças raras e condições crônicas no Distrito Federal. Desenvolvida com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), a Tamis-IA já é testada em unidades básicas de saúde da Região Leste do DF, beneficiando diretamente cerca de 8 mil pessoas.

A ferramenta foi criada para identificar pacientes com maior risco clínico, evitando hospitalizações desnecessárias, otimizando a triagem e fortalecendo a atenção primária. O impacto vai além da tecnologia: ao antecipar diagnósticos, o sistema melhora a qualidade de vida dos atendidos e reduz os custos com internações e tratamentos de alta complexidade.

“Nosso sonho é que essa ferramenta seja adotada em larga escala no SUS, ajudando a salvar vidas e a otimizar os recursos do sistema”, afirma o idealizador do projeto, o médico Luiz Sérgio Fernandes de Carvalho. Ele destaca que o próximo passo é registrar a plataforma na Anvisa e ampliar sua aplicação para outras regiões.

O projeto, inicialmente chamado de “Peneira”, passou a se chamar Tamis-IA por questões de registro de marca. “Tamis” significa “peneira” em francês, mantendo a essência da triagem clínica, enquanto “IA” faz referência à inteligência artificial.

O sistema funciona a partir da análise de dados inseridos diretamente por profissionais de saúde ou captados de prontuários eletrônicos integrados a plataformas como o e-SUS e o sistema MV. A partir de um threshold de 60% — índice mínimo de probabilidade —, o sistema emite alertas de risco e recomenda encaminhamentos para diagnóstico especializado ou acompanhamento clínico periódico.

A construção da Tamis-IA é resultado de uma articulação entre instituições acadêmicas, científicas e órgãos de saúde, como a Universidade Católica de Brasília (UCB), Universidade de Brasília (UnB), Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), Hospital de Clínicas da Unicamp e a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). O desenvolvimento reúne médicos, cientistas da computação e especialistas em epidemiologia.

O projeto conta com financiamento do Edital Learning 2022, da FAPDF, que apoiou sua viabilidade técnica e científica. “Acreditamos que iniciativas como essa exemplificam como a ciência, a tecnologia e a inovação podem transformar a saúde pública”, afirma Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF.

Além do suporte da FAPDF, o projeto participou do programa Catalisa ICT, do Sebrae, que ofereceu capacitação em gestão, mentorias e apoio técnico para estruturar o modelo de negócio e implementar o sistema em contexto real.

A segurança da informação é uma prioridade. A Tamis-IA adota protocolos rigorosos para proteção dos dados, com anonimização, criptografia e acesso restrito, conforme as normas da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e regulamentações específicas da saúde.

Com potencial de ampliar o alcance da atenção primária e contribuir para um SUS mais eficiente, a plataforma Tamis-IA é um exemplo de como a ciência aplicada pode gerar soluções concretas para os desafios da saúde pública.

Com informações da FAPDF

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