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Brasília

Piscinão do Varjão sofre com abandono

Arquivo Geral

29/03/2010 8h47

Banhistas, vendedores e visitantes reclamam da falta de policiamento, limpeza e organização no Piscinão do Varjão. O local é ponto de encontro para moradores do Varjão, do Paranoá e de Itapoã, e também para visitantes de outras regiões administrativas e do Entorno, que fazem do Lago Paranoá uma opção gratuita para o lazer.

A diarista Salvadora Fernandes, de 45 anos, mora no Varjão e visita com frequência o piscinão junto à filha de 7 anos. “Vim hoje por causa dela, só que esse matagal está terrível, não tem onde a gente se sentar, não tem uma sombra”, reclama.
vendedores
A comerciante Vilma Julião, de 26 anos, trabalha há seis anos em uma barraquinha no local e afirma que o piscinão está abandonado. “A Administração prometeu várias ações, mas nada foi feito. Isso aqui está uma vergonha”, enfatiza a mulher que tem o quiosque regulamentado, mas nunca pagou impostos por causa da falta de definição. “Cada barraca aqui era para ter 10 metros quadrados, e pagar R$ 5 por metro. A gente prefere muito mais pagar os impostos do que ter isso aqui largado desse jeito”. Segundo ela, faltam areia próximo ao lago, quadra de futebol, lixeiras, orelhão púlico e sobretudo a limpeza da área.

O vendedor Mauro Bezerra foi o primeiro a montar barraca no piscinão, há dez anos, e até hoje vive da renda que ganha com a venda de comida e bebidas no local. O comerciante está no piscinão todos os dias no período vespertino. No sábado e domingo, Mauro monta a barraca ainda pela manhã e toca o comércio enquanto tiver movimento. Segundo ele, um dos principais problemas é a falta de segurança. “Às vezes, o pessoal bebe muito e acaba se estranhando”, declara. Visitantes e vendedores revelaram que até troca de tiros já ocoreu no local.

Apesar dos problemas, o brasiliense Ednildo Nóbrega, de 28 anos, não deixa de frequentar o piscinão com os amigos no fim de semana. “Aqui tem pessoas de todos os cantos, para quem não tem condições financeiras de se associar a um clube, aqui é uma beleza. Só precisa de um pouco mais de cuidado e carinho”. O amigo dele, Ricardo Gonçalves, de 26 anos, veio de Luziânia para curtir pela primeira vez um domingo à beira do Lago Paranoá. Aqui é muito bom para a diversão”.

Cuidados

Durante o fim de semana, dois salva-vidas do Corpo de Bombeiros monitoram e previnem afogamentos e acidentes no Piscinão do Lago Norte. Além disso, os salva-vidas contam com o apoio de uma lancha dos bombeiros, que faz ronda pelo Lago Paranoá. De acordo com um dos salva-vidas, o piscinão chega a ter mais de mil pessoas entre 14h e 17h no fim de semana. 

Segundo ele, entre as ações que mais causam riscos de afogamentos estão a utilização de colchões infláveis como boias e o consumo exagerado de bebidas alcoólicas. “Muita gente bebe e entra na água, o que acaba sendo perigoso. Além disso, que muitos saem daqui dirigindo embriagados”. 

LEIA mais na edição de hoje (29) do Jornal de Brasília

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