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Brasília

Pipas: encanto que vai até as nuvens

Arquivo Geral

20/06/2014 10h15

Presas por uma linha, colorindo os céus de diferentes cidades, a pipa é uma atividade que une diversão, artesanato e muita história. Com a chegada das férias, as pipas devem tomar conta das diferentes regiões do Distrito Federal.

Em meio a tantas curiosidades e variedades, as pipas atravessam gerações. De crianças pequenas a homens adultos, a pipa é uma brincadeira que mexe com a imaginação , muitas vezes, não se perde durante à vida. 

É o caso de Bruno Henrique de Souza, de 21 anos, morador da cidade Estrutural. Bruno afirma que aprendeu a soltar pipa com seus irmãos mais velhos, e desde os seis anos não perde o costume.

“Eu tento me controlar, fico no máximo três horas soltando pipa, mas se deixar, eu fico o dia inteiro”, conta Bruno, cercado de crianças que são fãs das pipas feitas por ele. 

“Não tinha intenção de vender. Sempre fiz pra poder soltar mesmo, mas a molecada gosta das minhas pipas, aí eu faço e vendo pra eles”, explicou o rapaz. 

Um pouco mais afastado de onde Bruno Henrique estava, um casal observava a movimentação dos cerca de 10 garotos soltando pipa. Maria Nazaré, de 31 anos, e o caminhoneiro Jucélio Carlos, de 32 anos, estavam com o filho, que diferentemente dos demais, não estão soltava pipa nem está envolvido na correria atrás do que caem. “Nós não deixamos ele soltar aqui. Quando vamos ao Parque da Cidade ou pra roça ele solta pipa, mas aqui não, não deixo”, explicou Jucélio.

Cuidados são necessários
 
Bruno Henrique mantém seu olhar fixo para o céu, as poucas vezes que tira os olhos é para enrolar a linha em uma lata de achocolatado, a linha tem cortante e Bruno não nega. “Sei dos riscos, mas é o que dá a graça na brincadeira, hoje eu estou fraco, derrubei só seis”, se vangloria com um pseudo-ar de humildade. Bruno não é o único. “Eu tomo cuidado, mas tem que usar , a graça é derrubar o pipa dos outros”, conta o menino Leandro Henrique Alves, de 12 anos. Leandro afirma que se pudesse passaria o dia soltando pipa e correndo atrás de outras que  caem.
 
A questão do cerol preocupa. A Lei 3.373, de 18 de junho de 2004, proíbe o uso de material cortante nas linhas, porém isso não impede a utilização entre os que soltam pipas. Segundo a major do Corpo de Bombeiros Ester dos Santos, a corporação orienta os pais dos que soltam pipa para que seus filhos não utilizem o cerol. 
“Além da orientação aos pais, motociclistas devem usar a antena na moto como segurança”, disse a major, que destacou outros riscos da brincadeira. “Muitas da ocorrências relacionadas à pipa não estão ligadas ao cerol, mas também a garotos que saem correndo atrás e acabam caindo em algum lugar, atravessam a rua sem olhar”, disse.
 
Dicas
 
Não solte pipas perto de fios ou antenas para evitar choques elétricos.
Não retire pipas presas em fios ou árvores. O risco de choque e acidente é grande.
Procure locais abertos, como parques, praças ou campos de futebol
Preste atenção a motos e bicicletas. A linha é perigosa para os condutores
Não empine papagaios em lajes ou telhados, para evitar quedas fatais
Procure fazer o uso de luvas quando empinar pipas, para  não correr o risco de machucar as mãos na linha.
 
Saiba mais
 
Apesar da paixão que move a juventude, a pipa surgiu há muitos anos. A primeira  pipa surgiu na China com função militar, avisando o posicionamento de tropas, isso, aproximadamente, em 200 a.C. 
 
Sua importância, porém, não termina aí. Em 1752, Benjamin Franklin empinou uma pipa no meio de uma tempestade, com um fio e uma chave de metal amarrada na sua extremidade, Benjamin Franklin conseguiu comprovar que as nuvens produziam eletricidade.
 

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