Por Elisa Costa
redacao@grupojbr.com
De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), a capital federal deve passar pelo pico de casos de dengue nos próximos dias. Em coletiva de imprensa na semana passada, a pasta explicou que o aumento deve acontecer entre a primeira e segunda quinzena de maio, devido à sazonalidade da doença. Além da dengue, o aedes aegypti transmite a zika e chikungunya.
“Todas as regiões de saúde tem pontos focais para atendimento de dengue. As UBS podem ter tendas ou salas para o tratamento”, explicou Pedro Zancanaro, secretário-adjunto de Assistência à Saúde. Segundo a Secretaria de Saúde, os profissionais estão preparados para combater a proliferação do mosquito transmissor e tratar os contaminados. Nas UBSs é feita a medicação e hidratação, mas um possível avanço do quadro deve ser levado para tratamento em um hospital.
O DF registrou um aumento de 500% nos casos de dengue em 2022, em comparação com o ano anterior, e com a chegada do pico de contaminações, a SES montou tendas de atendimento em algumas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Contudo, reforçou que todos os postos possuem salas específicas para assistência aos pacientes infectados para a realização de medicação e hidratação.
De acordo com o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, o GDF em conjunto com a SES e outros órgãos, desenvolvem diariamente atividades de educação, orientação e visitas domiciliares com a atuação de 1.500 agentes por todo o DF. “Peço que os recebam, ouçam suas orientações e que cada cidadão se torne um agente do seu próprio ambiente. É importante que a população trabalhe conosco”, alertou.
No primeiro momento, as tendas foram montadas em Planaltina, Sobradinho, Paranoá, São Sebastião, Ceilândia e Brazlândia, consideradas as regiões com maior incidência. Além disso, o fumacê tem atuado por todo o DF com 13 carros em circulação. As ações de rotina acontecem de segunda a sexta, com equipes de vigilância ambiental que se dividem para realizar as inspeções em quintais de imóveis, locais abandonados e pontos de controle, aqueles vistoriados diversas vezes para monitoramento, como borracharias e piscinas abandonadas.
Ao Jornal de Brasília, a Secretaria de Saúde informou que semanalmente é realizada uma análise da incidência de casos por região e cidade com maior presença do mosquito. “Após as análises, as regiões que apresentam maior aumento passam a receber uma intensificação das ações, inclusive com o uso do UBV Pesado (fumacê), que é apenas uma das estratégias utilizadas no combate”, pontuou.
Dados
O aumento significativo nos casos de dengue se deu pelo volume de chuvas no final de 2021 e início de 2022, além do comportamento sazonal entre outubro e maio. Só entre janeiro e abril de 2022, foram identificados 30.955 mil casos, sendo que no mesmo período do ano passado, foram contabilizadas 4.692 ocorrências. Apesar dos números exorbitantes, apenas uma pessoa morreu em decorrência da dengue no DF este ano.
As notificações ainda apontam que 480 casos foram denominados como “sinais de alarme” e 28 casos foram considerados graves. No que diz respeito a localidade, Ceilândia foi a região com maior incidência, seguido de Samambaia e São Sebastião. Vale ressaltar ainda que 97% dos focos estão dentro das residências e somente 3% ficam em área pública.
Prevenção
De acordo com o Ministério da Saúde, existem várias maneiras de combater a disseminação do aedes aegypti.
Confira algumas a seguir:
- Evitar pontos de água parada, como em vasos de plantas, calhas e garrafas;
- Utilizar telas de proteção nas janelas, com buracos de no máximo 1,5 milímetros;
- Manter o terreno de casa livre de sujeiras ou entulhos;
- Usar repelente;
- Usar roupas leves e de cores claras (o mosquito se atrai pelo suor e cores escuras);
- Manter tonéis, caixas d’água e lixeiras limpos e tampados;
- Fechar portas e janelas nos períodos do nascer e pôr do sol;
- Usar velas ou difusores de essência de citronela para afastar o mosquito.