Carlos Carone
APolícia Federal (PF) pediu um prazo de mais 30 dias para terminar o inquérito que apura as denúncias sobre suposto esquema de formação de caixa dois no GDF e encaminhá-lo ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre os motivos do pedido de prorrogação, está a decisão de interrogar o governador José Roberto Arruda (sem partido) e todos parlamentares acusados de envolvimento. A decisão da PF teria ganhado força depois da informação de arapongagem dentro da Câmara Legislativa do DF.
A PF estaria interessada em saber detalhes que possam ajudar a juntar algumas peças do quebra-cabeças que envolve a investigação da Caixa de Pandora. Os deputados, que tiveram o nome vinculado ao suposto esquema de desvios de recursos públicos, não foram ouvidos pelos agentes que investigam o caso. Muitas provas continuam sendo analisadas pelos peritos do Instituto Nacional de Criminalística (INC). Um grupo de especialistas ainda trabalha para realizar um exame grafotécnico no bilhete que supostamente teria sido escrito pelo governador Arruda.
Durante a deflagração da Operação Caixa de Pandora, cerca de 150 policiais federais cumpriram mandados em gabinetes de órgãos públicos, residências e empresas, na presença de procuradores da República, conforme determinação do STJ. A participação da PF nas investigações originou-se em função de solicitação do Ministério Público Federal (MPF), acatada pelo Poder Judiciário.
Foram verificados, nas investigações, indícios de pagamento de recursos a altos servidores do GDF, por empresas que mantinham contrato com o GDF por meio da Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central (Codeplan) envolvendo convênios relacionadas a prestação de serviços de informática. Foram apreendidos computadores, mídias, documentos, além de R$ 700 mil reais, US$ 30 mil dólares e 5 mil euros.
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