O Distrito Federal figura em primeiro lugar no ranking brasileiro de jovens com maior capacidade de produção futura, em aspectos importantes das suas vidas. O estudo é da 3ª edição do Índice dos Desafios da Gestão Estadual (IDGE), aferido em todas as unidades da Federação pela consultoria Macroplan.
No capítulo sobre juventude, o levantamento revela Brasília com o menor índice de gravidez na adolescência e com a maior concentração de formados em educação superior, na faixa etária entre 24 e 25 anos. De acordo com o IDGE, a capital federal tem 30,9% dos jovens com o ensino superior completo, o dobro da média nacional, de 15,2%.
Para o secretário de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude, Aurélio Araújo, esse resultado reflete diretamente o perfil do jovem do DF, que encara a faculdade como um crescimento e uma forma de autonomia. “Eles são os protagonistas desse processo”, enfatizou.
Os dados são referentes ao ano de 2015. Desde então, ações do governo de Brasília têm ajudado na consolidação desses indicadores. Programas como o #BoraVencer, por exemplo, têm contribuído para o ingresso de jovens no mercado de trabalho e no ensino superior, com aulões e cursos profissionalizantes. Segundo o secretário, neste ano, foram 40 mil contemplados pelo projeto.
“Na semana passada tivemos um aulão de dicas para o Enem que atraiu cerca de 10 mil jovens. Quando reunimos esse quantitativo em um final de semana para estudar, isso nos mostra o impacto e a relevância que eles dão para a educação”, expõe Araújo.
Segundo o secretário, o #BoraVencer foi criado a partir de uma demanda dos jovens na Conferência Distrital de Juventude de 2015, que pedia por oportunidades de estudo para o vestibular e o Enem. Além dessa iniciativa, o governo tem acompanhado e investido na promoção de políticas públicas para a faixa etária, como, por exemplo, o programa Jovem Candango, que empregou 1,6 mil adolescentes de 14 a 18 anos de famílias carentes neste ano.
O projeto Criança Candanga também tem alinhado várias secretarias para a promoção de políticas com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de meninos e adolescentes no Distrito Federal. Aurélio Araújo destaca que a atenção para esse público é prioridade de governo.
O IDGE também avaliou indicadores como a gravidez precoce na adolescência – em que Brasília atingiu 5,9%, a taxa mais baixa do país – e a proporção de jovens que não estudam, não trabalham e não procuram emprego.
As dez melhores colocações no ranking foram as seguintes:
– Distrito Federal — 0,933
– Santa Catarina — 0,805
– São Paulo — 0,757
– Rio Grande do Sul — 0,699
– Paraná — 0,696
– Rio de Janeiro — 0,675
– Minas Gerais — 0,664
– Goiás — 0,661
– Espírito Santo — 0,612
– Mato Grosso do Sul — 0,562
Com 0,933 pontos, o Distrito Federal conquistou a primeira colocação no quadro geral por apresentar excelente desempenho na média dos indicadores. As notas consideradas no ranking vão de 0 (a pior) a 1 (no máximo).