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Brasília

Pesquisa inédita revela o que jovens pensam sobre a Lei Seca e o cinto de segurança

Arquivo Geral

25/03/2010 6h00

Os jovens brasilienses são os que menos concordam com a Lei Seca e são liderança na oposição ao bafômetro. É o que revela uma pesquisa divulgada ontem pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) com jovens entre 15 e 17 anos em seis cidades brasileiras, entre elas Brasília. A pesquisa “A balada, o carona e a Lei Seca”, realizada durante um ciclo de palestras do Denatran em outubro e novembro de 2009 em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Recife e na capital federal, revelou ainda que apesar de concordar com obrigatoriedade do uso do cinto de segurança e com a proibição de conduzir veículos após a ingestão de bebida alcóolica, a maioria dos jovens age de maneira diferente.

Lucas Camargo, de 17 anos, diz que faria o teste do bafômetro, mas que não concorda totalmente com a Lei Seca. “Acho errado beber e dirigir, mas criaram uma lei rigorosa demais, a tolerância para a quantidade de bebida tinha que ser um pouco maior. Uma coisa é estar bêbado e dirigir, outra é ter bebido, estar bem, e dirigir”.

A maioria dos jovens vai para a balada de carona com os amigos, 34,1%, e outra grande parte, 31,4%, pede para os pais levarem e buscarem. Os brasilienses são os mais prudentes nesse sentido, quase a metade, 47,8% dos que responderam a pesquisa do Denatran, vai para a balada de carona com os pais. Maira Lyra, de 15 anos, é uma delas. A garota sempre que vai a alguma festa pede para os pais levarem e buscarem e afirma que, se tivesse amigos que dirigem e bebem, não se arriscaria a pegar carona. “Não concordo totalmente com a Lei Seca, mas conheco o perigo de misturar bebida com direção. Jamais voltaria com alguém que bebeu”, afirma.

A estudante também da bom exemplo no que diz respeito ao cinto de segurança. “Se estou no carro com meus pais eles mandam colocar o cinto, mesmo no banco de trás, e acabou virando hábito”, diz. A situação não se repete em todo o país. Apenas dois em cada 10, 21,6% jovens da pesquisa usam sempre o cinto de segurança e 35% nunca usa o cinto quando sai com os amigos. Em Brasília a média é positiva, 39,4% dos garotos e garotas quando carona usam o cinto de segurança no banco traseiro.

 

Confira o relatório do Denatran com os resultados finais da pesquisa.

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