Jessica Antunes
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As imagens obtidas pelo scanner 3D e pelo drone do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Distrito Federal vão permitir o resgate de toda a estrutura do viaduto do Eixão Sul que desabou no fim da manhã de terça-feira (6). O próximo passo será de fazer simulação para constatar o que aconteceu e de que forma a estrutura foi abalada. Por enquanto, os peritos preferem não dar prazo para conclusão do laudo pericial.
Gustavo Dalton, perito criminal há 23 anos e diretor do Instituto de Criminalística explica que o scanner colocado sobre o viaduto resgata, de forma permanente, toda a estrutura atual. “Com essas informações, surge um trabalho mais lento de fazer cálculos estruturais e ensaios para descobrir o que e como aconteceu o desastre”, afirma. A perícia também acompanhará o trabalho da Defesa Civil nas retiradas dos escombros.
O resultado permitirá fazer simulações das possíveis causas do acidente. A perita criminal Larissa Marins garante que a taxa de erro é de apenas seis milímetros. “Não podemos dar um prazo de conclusão. O laudo depende de documentos antigos e projetos estrutuais”, explica. A 5ª Delegacia de Polícia é responsável pela investigação.
Uma força-tarefa de especialistas está no local avaliando a estrutura. Entre eles, Bruno Contarini, engenheiro calculista da obra do viaduto que trabalhou junto a Oscar Niemeyer na construção de Brasília. Aos 84 anos, ele foi chamado para colaborar com as investigações que devem apontar a causa do desastre no coração da capital do Brasil. Contarini foi um dos responsáveis por projetos como o Minhocão da Universidade de Brasília (UnB) e o Teatro Nacional.