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Brasília

Pela primeira vez, bactéria que transmite cólera é detectada no DF

Arquivo Geral

04/09/2015 19h06

Pela primeira vez, a Secretaria de Saúde identificou a bactéria transmissora da cólera em uma estação de tratamento de esgoto do Distrito Federal. Apesar disso, a pasta assegura que o risco de contaminação  é “baixíssimo”.

“A qualidade da nossa água é muito boa, temos uma boa rede de tratamento. Portanto, o risco de casos no DF é baixíssimo. No entanto, é importante que todos os profissionais de saúde saibam como lidar com casos suspeitos ou confirmados. Todo caso deve ser notificado imediatamente ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) para que a equipe de vigilância epidemiológica possa atuar na investigação”, destaca a chefe Núcleo de Agravos de Transmissão Hídrica e Alimentar, Rosa Maria Mossri.

A cólera é uma diarreia aguda causada por uma bactéria chamada Vibrio cholerae. Ela é transmitida por meio da água, alimentos contaminados com fezes e por contato com pessoas doentes. Os principais sintomas são diarreia líquida e abundante, dor abdominal, desidratação grave e, em alguns casos, a pessoa pode ter vômitos.

Nunca houve registro de cólera em moradores do DF, somente de residentes de outros estados ou países que já chegaram com a doença. Entre 1991 e 2006, foram registrados 21 casos importados. O último caso foi em 2006 de um paciente que veio da África.

Lavar bem os alimentos; beber água tratada, filtrada ou fervida; e lavar bem as mãos com água e sabão são as ações básicas de higiene que previnem o contato com a bactéria. 

A Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS) promoveu, durante na última quinta-feira, um Fórum de Atualização sobre a Vigilância em Saúde da Cólera. A atividade foi voltada aos profissionais de saúde da rede pública e privada do DF.

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