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Brasília

PCDF mira grupo suspeito de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro

Operação Rota cumpre três prisões preventivas e oito mandados de busca no DF, em Goiás e Minas Gerais

João Victor Rodrigues

21/09/2026 9h10

Foto: PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (21/9), a Operação Rota para desarticular um grupo investigado por suspeita de organização criminosa, agiotagem, extorsão mediante grave ameaça e lavagem de dinheiro. A ação é conduzida pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) e cumpre três mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão em endereços do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.

A investigação começou a partir de informações obtidas durante a Operação Backdoor, realizada em 2025. Na análise de um celular apreendido naquela ação, os investigadores encontraram indícios de uma estrutura organizada para conceder empréstimos com juros elevados e cobrar sistematicamente os devedores. De acordo com a PCDF, o grupo teria dividido funções entre financiamento, administração, controle de pagamentos e realização de rotas para empréstimos e cobranças.

A apuração aponta que os investigados cobrariam juros superiores a 20% e que pessoas com dificuldades para quitar as dívidas teriam sido alvo de ameaças e intimidações. Elementos reunidos na investigação também fazem referência ao possível uso de armas de fogo. Segundo a polícia, algumas vítimas teriam perdido bens pessoais e até estabelecimentos comerciais em razão dos débitos. As atividades investigadas alcançariam Planaltina, Formosa (GO), Formoso e Buritis (MG), além de Goiânia.

A análise financeira identificou cerca de R$ 5,7 milhões em movimentações entre integrantes do grupo e transações que, em tese, não seriam compatíveis com a capacidade financeira declarada por alguns investigados. Por decisão judicial, também foram autorizados o bloqueio de até R$ 5,7 milhões em ativos, restrições sobre veículos, indisponibilidade de imóvel e acesso aos dados de dispositivos eletrônicos apreendidos. A operação segue em andamento para identificar novas vítimas e dimensionar o patrimônio movimentado pelo grupo.

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