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Brasília

PCDF desarticula organização criminosa especializada em roubo e adulteração de veículos

Foram presas duas pessoas em flagrante por adulteração de veículo e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito

João Victor Rodrigues

16/09/2025 11h51

Foto: PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (CORPATRI), deflagrou a Operação Xingu para desmantelar uma organização criminosa especializada na subtração, adulteração, ocultação e comercialização interestadual de veículos automotores. Pelo menos 10 pessoas estariam envolvidas no esquema.

Durante as ações, foram presas duas pessoas em flagrante por adulteração de veículo e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Os policiais apreenderam uma pistola calibre 9mm, uma carabina calibre .22, além de quatro motocicletas com queixa de roubo/furto, um veículo com sinais identificadores adulterados, diversas peças automotivas de origem suspeita e celulares.

Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos em Ceilândia, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga, Estrutural, Cidade Ocidental (GO) e Anápolis (GO).

Estrutura criminosa

De acordo com as investigações, o grupo tinha divisão de tarefas e utilizava estabelecimentos comerciais de fachada, como lava a jato, loja de emplacamento e revendedora de veículos, para dar aparência de legalidade às atividades ilícitas.

No topo da organização, o líder operacional encomendava veículos a serem roubados ou furtados, definia os modelos e locais dos crimes, coordenava a adulteração de sinais identificadores com apoio de fornecedores de placas falsas e negociava diretamente com receptadores finais. Ele também centralizava a logística de transporte interestadual e atuava no comércio de armas de fogo e equipamentos para burlar rastreadores veiculares.

Um dos receptadores, residente em Anápolis (GO), recebia os veículos adulterados, fornecia dados para clonagem de placas e negociava valores e condições de entrega, além de intermediar aquisição de armamentos.

Outro integrante teve participação direta em roubos, incluindo a subtração de um Fiat Mobi em março de 2024, e ainda solicitava equipamentos para bloqueio de rastreadores, usados nas ações criminosas.

O grupo também contava com apoio logístico de um lava a jato, utilizado para ocultar (“esfriar”) veículos recém-roubados, onde eram preparados para revenda com a troca de placas, sempre com ciência da origem ilícita.

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