A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Divisão de Análise de Crimes Virtuais da Coordenação de Repressão às Fraudes (DACV/CORF), desencadeou a etapa final da Operação Liveness, que mira um grupo criminoso altamente estruturado responsável por fraudes bancárias complexas, adulteração de biometrias e lavagem de capitais.
Nesta fase, os investigadores cumpriram três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, todos autorizados pela Justiça do Distrito Federal. As ações ocorreram de maneira simultânea no Rio de Janeiro e em Goiás, com apoio das polícias civis desses estados, o que permitiu uma operação sincronizada e eficaz em diferentes regiões do país.
Como o grupo atuava
As apurações apontam que a organização operava de forma profissional, com tarefas bem distribuídas entre seus integrantes. O núcleo especializado utilizava documentos falsificados ou adulterados para, presencialmente nas agências bancárias, substituir a biometria de clientes verdadeiros, assumindo o controle total das contas das vítimas.
Com o acesso fraudulento garantido, os criminosos efetuavam:
- empréstimos em nome dos correntistas;
- saques;
- pagamentos diversos;
- transferências consecutivas.
As fraudes resultaram em prejuízos expressivos tanto para os bancos quanto para os titulares das contas invadidas.
Para dificultar a identificação da origem dos valores, o grupo espalhava o dinheiro entre várias contas bancárias — inclusive de pessoas que não tinham relação direta com o esquema. Parte desses recursos era usada para adquirir veículos registrados em nome de terceiros, uma estratégia clássica de ocultação patrimonial e lavagem financeira.
Sequestro de bens
Com base em análises financeiras detalhadas, a PCDF solicitou à Justiça o bloqueio de valores ligados ao grupo, resultando no sequestro de aproximadamente R$ 500 mil. O objetivo é impedir que o dinheiro retorne ao circuito econômico e assegurar recursos para eventual ressarcimento das vítimas.