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Brasília

PCDF deflagra Operação Anúbis para investigar mortes na UTI do Hospital Anchieta

Jornal de Brasília relevou casos com exclusividade; 2 suspeitos foram presos

Redação Jornal de Brasília

19/01/2026 10h05

Foto: PCDF

Após o Jornal de Brasília revelar, com exclusividade, a suspeita de crime em três mortes de pacientes no Hospital Anchieta, ocorridas no fim do ano passado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) avançou nas investigações sobre os casos.

A Operação Anúbis — referência ao deus egípcio associado à morte — foi deflagrada para esclarecer as circunstâncias das mortes e identificar os responsáveis. De acordo com a PCDF, duas pessoas foram presas em cumprimento a mandados de prisão temporária, além do cumprimento de três mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas (GO).

Na última quinta-feira (15), foi realizada a segunda fase da operação, quando foi cumprido o mandado de prisão temporária de uma das investigadas e apreendidos dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

Com exclusividade, o Jornal de Brasília apurou que a investigação teve início a partir de uma apuração interna conduzida pelo próprio Hospital Anchieta, que comunicou os fatos à PCDF.

A apuração interna apontou o possível envolvimento de ex-técnicos de enfermagem, que já haviam sido desligados da instituição antes da adoção das medidas judiciais.

Segundo apuração do Jornal de Brasília, receitas médicas teriam sido alteradas pelos suspeitos, informação que não foi confirmada pela assessoria do hospital. Em nota, a unidade de saúde localizada em Taguatinga informou que “as circunstâncias consideradas atípicas levaram à criação de um comitê interno de análise, responsável por conduzir uma investigação classificada como rigorosa e concluída em menos de 20 dias”. O material reunido foi encaminhado às autoridades, que instauraram inquérito policial e cumpriram mandados de prisão cautelar nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.

A direção do hospital informou ao Jornal de Brasília que manteve contato com as famílias dos pacientes, prestando esclarecimentos e oferecendo acolhimento durante o processo. O caso tramita sob segredo de justiça, o que impede a divulgação de detalhes adicionais sobre as mortes e a identificação dos envolvidos.

Em nota, o Hospital Anchieta afirmou que o sigilo judicial é essencial para preservar a apuração e garantir o trabalho das autoridades. A instituição destacou ainda que está colaborando integralmente com as investigações e reforçou seus protocolos internos de segurança assistencial. Ao se posicionar também como vítima das ações atribuídas aos ex-funcionários, o hospital manifestou solidariedade aos familiares das vítimas e reiterou o compromisso com a segurança dos pacientes, a transparência institucional e o cumprimento da lei.

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