Mariana Laboissiére
Durante uma vistoria ontem a obras da Linha Verde e da EPGU (em frente ao Zoológico), o governador em exercício, Paulo Octávio (DEM), não demonstrou preocupação com as denúncias de corrupção e até revelou estranhamento diante de pedidos de afastamento dele do governo. Em audiência que está pré-agendada com o presidente Lula, para a próxima quarta-feira, ele pedirá apoio do Governo Federal a sua administração.
Já são quatro os pedidos de impeachment protocolados na Câmara Legislativa contra o governador em exercício, Paulo Octávio (DEM), que pediu, na última sexta-feira, afastamento da presidência da legenda no DF. As acusações dos articuladores são similares e supõem uma co-autoria no suposto esquema de caixa dois envolvendo o governador licenciado José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM).
“Tenho certeza que a Câmara vai rejeitar isso. Eles são improcedentes”, opinou. “Não tomei nenhuma atitude até agora, não assinei nenhum ato. Normalmente, um pedido de impeachment é feito por ações durante o governo”, justificou.
Os ocupantes das 16 secretarias que compõem o Governo do Distrito Federal colocaram os cargos à disposição de Paulo Octávio para que ele decida quem sai e quem fica. Todos eles são de confiança e, segundo o governador, não sofrerão mudanças no momento. “Isso não quer dizer que todos os secretários saiam”, comentou. “O pedido dos cargos se deu para que eu possa ter liberdade para tomar decisões”, declarou em seguida.
Consciência tranquila
Paulo Octávio revelou ainda que não pretende se candidatar ao cargo de governador em 2010 e que, por estar ocupando temporariamente o lugar de Arruda, é alvo de intrigas políticas. “Estou com a minha consciência tranquila. Não temo porque não existen vídeos em relação a mim. O que existe são citações. Agora, citados existem mais de 63 pessoas”, enfatizou.
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