Eleita a melhor jogadora (“Most Valuable Player”, ou MVP) das Olimpíadas de Pequim, a ponteira Paula Pequeno não segurou a emoção e ficou com os olhos cheios de lágrimas na entrevista coletiva que marcou a volta das campeãs ao Brasil. Questionada sobre o prêmio, a atleta afirmou que ainda não tem noção direito da conquista obtida pela seleção brasileira feminina de vôlei.
“Nem entendi direito o que a gente ganhou, acho que isso só vai contecer com o tempo”, declarou a Paula, que deixou o prêmio individual de lado para exaltar o espírito de grupo da seleção verde-amarela. “O que importa é a nossa essência, pois ganhar uma Olimpíada engloba muito mais que a parte técnica”, ensina.
“Esse foi o detalhe principal do nosso time: a imparcialidade, o senso de ajuda, o espírito de equipe”, continuou a jogadora, sem esquecer as pessoas mais importantes de sua vida. “De Atenas para cá foi um período muito difícil e eu só tenho a agradecer ao meu marido, à minha filha, minha família e aos meus amigos”, emendou.
O técnico José Roberto Guimarães também fez questão de exaltar o “bom comportamento” de suas atletas. “Foi como os meninos de Barcelona-1992: as jogadoras desse time são muito solidárias, respeitam horário de treino. Aqui, ninguém ficava desperdiçando energia, só batendo perna…”, avaliou o treinador.
Supersticioso, Zé Roberto também falou sobre uma grande coincidência de datas: o dia da estréia da seleção em Pequim (09 de agosto) foi o mesmo em que ele levou a equipe masculina ao primeiro título, 16 anos atrás. “Começou com esse bom presságio e terminou melhor ainda, especialmente porque a Mari fazia aniversário no dia da final. Se para nós foi um presente, para ela foi em dobro”, exaltou.