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Brasília

Suspeito segue foragido após morte de pastor italiano no DF durante emboscada

Polícia Civil identificou dois envolvidos em latrocínio; um deles está preso e outro, conhecido como “Coveiro”, continua sendo procurado pelas forças de segurança

Redação Jornal de Brasília

15/04/2026 15h46

Bruno Cruz de Araújo está foragido. Divulgação/PCDF.

Bruno Cruz de Araújo está foragido. Divulgação/PCDF

Carliane Gomes e Mateus Souza
carliane.gomes@grupojbr.com

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) mantém as buscas por Bruno Cruz de Araújo, de 26 anos, apontado como um dos suspeitos da morte do pastor evangélico italiano Orazio Giuliani, de 80 anos. Conhecido pelo apelido de “Coveiro”, ele possui mandado de prisão temporária e segue foragido desde o avanço das investigações sobre o caso.

O crime ocorreu na região do Zumbi dos Palmares, às margens da DF-473, em São Sebastião, onde o religioso acompanhava a construção de uma igreja. O corpo do idoso foi encontrado na zona rural da Aguilhada, próximo à BR-251, após mais de 24 horas de diligências ininterruptas conduzidas pela Seção de Investigação de Crimes Violentos (SicVio). A PCDF aponta que a vítima foi alvo de uma emboscada e de agressões em contexto de latrocínio.

As investigações indicam a participação de dois homens. Um deles, Leonardo Conceição de Araújo, de 38 anos, ex-funcionário da obra, foi preso em flagrante e teve a detenção mantida após audiência de custódia. A polícia encontrou vestígios de sangue em um par de tênis apreendido na residência dele, mesmo após tentativa de lavagem, o que reforçou os indícios de envolvimento direto.

O segundo suspeito, Bruno Cruz de Araújo, permanece em fuga. Segundo a PCDF, ele e Leonardo teriam atuado juntos na ação criminosa, que também incluiu a subtração do veículo da vítima, um Peugeot 206 prata, posteriormente encontrado carbonizado na região da Aguilhada. Ambos são investigados por latrocínio e ocultação de cadáver.

A corporação trabalha com a hipótese de que a motivação esteja ligada a desacerto financeiro e possível intenção de roubo de valores guardados na obra. Dias antes do crime, o pastor teria relatado preocupação com um dos envolvidos. No local, peritos encontraram marcas de sangue, uma corda e outros vestígios de violência. As buscas por Bruno continuam com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), que utiliza cães farejadores. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo 197.

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