Thalita Carrico
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Quem precisa pegar ônibus e metrô todos os dias enfrenta dificuldades como congestionamento, falta de veículos e até o mau humor de alguns passageiros. Para complicar, o trânsito ocupa cada vez mais o tempo das pessoas e elas estão cada vez mais fechadas às relações sociais.
“As pessoas assumem comportamentos que podem ser interpretados como de isolamento e para isso o uso da tecnologia portátil é significativo, como os celulares, mp4, Ipad, Iphone, que isolam praticamente todos os sentidos, não apenas as conversas, mas até os olhares”, explica o doutor em Psicologia Alex Reinecke de Alverga.
Para o especialista, as cidades são aglomerações de humanos, onde estranhos se encontram o tempo todo, mas a qualidade desses encontros é baixa e reflete os valores comuns na sociedade, como tendência ao individualismo, desinteresse, cautela e até medo. “Esse encontro mais parece um desencontro, é um evento muitas vezes sem passado e provavelmente sem um futuro, uma oportunidade única e efêmera a ser consumida enquanto durar.”
confraternização.
Um grupo de amigas cansadas da monotonia no caminho para casa resolveu amenizar o clima pesado da linha 216, que liga o Guará ao Gama Oeste. A viagem é animada com cantoria dos passageiros, bingos, sorteios, distribuição de lanche e até festa para os aniversariantes. Cada passageiro deve levar comida ou bebida. A decoração dos aniversários é feita pelos primeiros a embarcar, logo após o terminal do Guará.
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