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Brasília

Parque Saburo Onoyama: Diversão, mas sem segurança

Arquivo Geral

05/01/2014 9h15

Muitos brasilienses aproveitaram o sábado de muito calor e sol escaldante para usufruir dos parques e clubes da cidade. E no Parque Ecológico Saburo Onoyama, em Taguatinga Sul,  que foi   reformado e entregue à população em outubro   passado, não foi diferente. A diversão no parque era para estar garantida, se não fosse um único e grande problema: a falta de policiamento e segurança para os frequentadores. 

 Segundo o administrador Sérgio Monroe, mais de duas mil pessoas compareceram ao local ontem. De acordo com ele, ainda assim, nenhum policial foi visto. “Nesse período de férias recebemos muitas famílias com crianças que precisam se sentir seguras. Ter policiamento pelo menos no horário de maior intensidade   é questão de necessidade”, reclama. 

Equipe

 Atualmente, o parque tem a segurança patrimonial feita por dois vigilantes, além de três bombeiros militares que monitoram os banhistas, garante Sérgio. Para ele, medidas simples seriam suficientes para reforçar a segurança.

“É necessário um controle maior das pessoas que entram e saem da reserva, com catracas ou listas de presença, pois a portaria do parque faz o controle apenas dos carros. Outra solução seria a cobrança de taxas, igual acontece em outros parques. Até hoje nunca registramos nenhuma ocorrência, mas não estamos livres disso, pois não temos autoridade para abordar usuários de drogas ou controlar o uso de bebidas alcoólicas”, alerta.

 Para o servidor público João Henrique Almeida, a falta de policiamento é evidente. “O que falta mesmo é ver alguém com farda para impor respeito. Isso garante que as pessoas vão voltar no próximo final de semana. Essa é a terceira vez que venho com a minha família, mas tenho certeza de que frequentaria mais o local se sentisse que estamos totalmente seguros”, diz.

Atitude  faz  a diferença

Para o autônomo Josué Sousa Brito,   a   população também deve tomar os devidos cuidados. Segundo ele, é fundamental ter uma parceria entre a segurança do parque e  os visitantes. “Conheci o parque hoje (ontem) e até identifiquei uns dois seguranças observando a área. Minha primeira impressão foi boa, mas concordo que falta policiamento, diante da quantidade de pessoas que estão aqui. Mesmo assim, também acho importante que os frequentadores tenham atitudes seguras e não entrem na mata sozinhos, por exemplo”, conta Josué. 

 Para o autônomo Carlos Henrique Castro Seara, a falta de fiscalização é que o mais atrapalha o passeio. “Sempre vejo pessoas fumando e bebendo dentro do parque e isso incomoda bastante, principalmente quem está com a família e crianças. Isso  atrapalha”, afirma.

 Segundo o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), da Polícia Militar do Distrito Federal, o policiamento no local é feito periodicamente. Porém, devido à grande demanda, algumas viaturas podem ser deslocadas em caso de ocorrências mais graves. Ainda segundo o BPMA, quando as viaturas visitam o parque, é feito um patrulhamento em toda a área.

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