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Brasília

Parque Olhos D’Água ganhará 7 hectares e nova porta de entrada

Arquivo Geral

22/11/2011 17h09

 

Uma área de sete hectares entre as superquadras 212 e 213, na Asa Norte, onde estava prevista a construção de um centro comercial, será incorporada ao Parque Olhos D’Água. Os dois locais serão ligados por uma passagem subterrânea sob a via L1. Com a nova área, o parque passará a ter 28 hectares (280.000 m²), localizados no que seriam as superquadras 413 e 414 Norte.

 

“Podemos dizer que começa uma nova história. O plano de expandir o parque era antigo e a própria comunidade já lutava há anos por isso. Agora, com a determinação do governador Agnelo Queiroz de incluí-lo no programa Brasília, Cidade Parque, finalmente essa ideia vai sair do papel e ser concretizada”, afirma o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do DF, Eduardo Brandão, ressaltando que se trata de uma decisão de Estado.

 

O terreno que vai receber o novo trecho do parque tem área de 7 hectares, foi licitado pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) no ano 2000 e está avaliado em mais de R$ 20 milhões. O projeto do proprietário era construir um centro comercial. Ao lado do novo perímetro estavam previstos três novos prédios da Universidade de Brasília (UnB). Agora, o GDF negocia a retomada do terreno e a alteração da planta da UnB.

 

A ideia da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) é que a parte a ser incorporada tenha um portão na calçada do Eixinho L, tornando-se a principal porta de entrada do Parque Olhos D’Água. “O projeto do metrô prevê que, no futuro, haverá uma estação ali. Com isso, o parque deixa de ficar escondido dentro das quadras e passa a atender a todo o Distrito Federal, levando mais qualidade de vida à população”, destaca o secretário.

 

Atualmente, o Parque Olhos D’Água possui três portões: um na calçada da via L1 Norte, de frente para a SQN 214; outro no acesso à comercial da 413 Norte, próximo à via L2; e o terceiro no acesso pela SQN 415, próximo à via L1.

 

Consulta pública – Para ouvir sugestões da população e debater sobre os critérios de desapropriação da área, o GDF irá realizar, no começo de dezembro, uma audiência pública. “Pretendemos comprar de volta o terreno já licitado pela Terracap ou trocá-lo por outro. Quanto aos prédios da UnB no lote contíguo, sugerimos que deixem de ser retangulares e passem a ser quadrados. Precisamos, então, reunir a comunidade, o empreendedor que iria construir as lojas, a UnB e representantes do GDF, como a Terracap, nesse debate”, explica o secretário de Meio Ambiente.

 

Frequentadores – O servidor público Cristiano Matos mora na Asa Norte e começou a frequentar o parque há um mês. “Acho excelente essa ideia de expandir o parque. Venho aqui sempre que posso, para praticar esportes e ficar em contato com a natureza”, diz, ao lado do filho Flávio.

 

A artesã Heuna Santos visita o parque há três anos, desde que saiu de Pirenópolis (GO) para morar na Asa Norte. Ela também apoia a expansão. “A área verde é o melhor de Brasília”, considera. Heuna acredita estar fazendo seu papel levando a nova geração a conhecer e valorizar a área verde. “Trago minha filha desde que ela era bebezinha”, conta.

 

“Esse projeto é ótimo. Já pensou em morar aqui em frente, que gostoso… As áreas verdes são opções gratuitas aos clubes”, afirma a aposentada Maria Helena de Oliveira, amiga de Heuna. “Só falta a piscina”, brinca. Maria Helena chegou há mais de 30 anos a Brasília, já conhecia o parque, mas tem ido com maior frequência agora.

 

O advogado Fábio Brandt e a estudante de psicologia Érica Prieto costumam caminhar no parque nos finais de tarde. Ele é de Brasília e ela, do Rio de Janeiro. Há dois anos, se mudaram para a Asa Norte e, desde então, consideram o Parque Olhos D’Água um refúgio.

 

“É excelente essa ideia de expandir o parque. Apoio qualquer projeto para preservar e melhorar áreas como esta”, declara Érica, sentada no grande gramado atrás da sede da administração do local. “Centro comercial para que, se já está tudo tão ocupado? Precisamos de mais atitudes como esta”, completa.

 

Para Fábio, o parque poderia receber, eventualmente, apresentações culturais ou demonstrações esportivas. “Tem um morrinho ali, que poderia servir de palco”, sugere.

 

Parque Olhos D’Água – O parque foi criado em 1994 e já incluía em seu perímetro inicial a área que, seis anos depois, foi licitada pela Terracap e comprada por um empreendedor que planejava construir um centro comercial. Quando a empresa requereu a licença ambiental junto ao Instituto Brasília Ambiental, o parecer técnico foi contrário ao empreendimento.

 

Representantes dos moradores lançaram este ano um manifesto contra a construção de um centro comercial no local, sob a alegação de que o mato alto e o terreno acidentado protegiam uma nascente que alimenta a Bacia Hidrográfica do Lago Paranoá.

 

“Técnicos da UnB discordam que ali exista uma nascente, mas vamos aproveitar essa oportunidade para ampliar esse convívio harmonioso entre a natureza e a nossa população”, afirma o secretário de Meio Ambiente.

 

Alguns grupos, formados previamente, pulam corda e praticam aulas de ioga no parque. Essas aulas costumam ocorrer às terças, quintas e domingos, às 17h. Há também o projeto “Vô, pro Parque”, com atividades físicas para terceira idade, na Praça da Vitalidade, às terças e quintas, a partir das 8h e após as 16h. Além disso, é possível percorrer as cinco trilhas internas, fazer musculação na academia ao ar livre e se exercitar no Ponto de Encontro Comunitário (PEC). Para as crianças, tem ainda um parquinho.

 

Placas nas árvores identificam a vegetação – em grande parte nativa do cerrado – e um relógio do sol atrai a atenção de frequentadores de todas as idades.

 

A administração do parque veta a entrada com animais de estimação, cigarro, bebidas alcoólicas, garrafas de vidro, patins, patinetes, skate, bicicleta, motos e automóveis.

 

Raio-X do Parque Olhos D’Água

 

Ano de criação: 1994

Média de frequentadores: 800 por dia (dias úteis); 1.400 (fins de semana e feriados)

Perfil do público: majoritariamente adultos e idosos

Atividades mais praticadas: cooper, musculação, ioga e meditação

Extensão da pista de corrida: 2 km

 

Serviço:

Parque Ecológico e de Uso Múltiplo Olhos D’Água

 

Aberto todos os dias, das 6h às 20h

Entrada: franca

Endereço: SQN 413 e 414, Asa Norte, Brasília (acessos pelo CLN 413, pela via L1 Norte e pela SQN 415)

Mais informações: (61) 3349-5793

 

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