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Brasília

Parque do Guará abriga habitações irregulares

Arquivo Geral

28/07/2010 8h04

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Quem passa pela estação do Metrô da Feira do Guará vê uma faixa de terra com típico Cerrado brasiliense. Muitos não sabem, mas esse é o Parque Ecológico Ezechias Heringer, conhecido também como Parque do Guará. Localizado na QE 23, possui uma área de 310 hectares e funciona de 6h às 19h. Apesar da grande extensão, das espécies raras de plantas e dos animais, o lugar não tem muitos visitantes por causa da falta de infraestrutura.

 

“Não temos ciclovias, apenas trilhas de terras, por isso não temos frequentadores assíduos”, relata o administrador do parque, José Carlos de Oliveira. Criado há 25 anos e com muita história para contar, o parque ecológico, antes da regularização, possuía cerca de 150 famílias residentes no local. “Tem pessoas que moram aqui há mais de 45 anos”, conta o presidente da Associação dos Chacareiros da Margem Esquerda do Córrego do Guará e Adjacências (Aschag), Marcelo Teixeira do Santos.

 

No decorrer dos anos a quantidade de famílias diminuiu, hoje são 77, mas os problemas só aumentaram. Pelo artigo 2º da lei 1.826, de 13 de janeiro de 1998, os ocupantes só poderiam ser removidos desde que indenizados e assentados em outro local. “O governo prometeu muitas coisas. Estamos esperando nossa nova moradia e também a indenização”, diz Maria Geni, 43 anos, dona de casa, que mora no local há 24 anos.

 

A discussão sobre a posse do terreno existe há muito tempo e está longe de um final, pois os moradores são considerados invasores e indignam-se com isso. “Não invadimos nada. Quando chegamos era uma área abandonada, toda queimada e tinha um depósito de lixo hospitalar”, desabafa Maria.

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (28) do Jornal de Brasília.

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