Em meio a animais e vegetação nativos do Cerrado, como pequizeiros e bem-te-vis, muito entulho compõe a paisagem que deveria ser preservada. A natureza divide o seu espaço com restos de construções, roupas e até pedaços de eletrodomésticos. Esse é o cenário do Parque Ecológico Bernardo Sayão, localizado próximo as Quadras Internas 27/29 do Lago Sul. O Parque, que ainda não saiu do papel, sofre com a ação de criminosos que insistem em transformar a área verde em um depósito de lixo.
Dos sete parques do bairro, um dos mais nobres da cidade, o Bernardo Sayão ocupa o segundo lugar em número de denúncias da comunidade de crimes cometidos em áreas de preservação ambiental, perdendo apenas para o Parque Canjerana. Em 2009, dos 25 registros feitos na Administração Regional do Lago Sul quatro são relacionadas ao Parque Ecológico Bernardo Sayão, criado em 2002.
“Há muitos anos pedimos aos órgãos competentes que tomem medidas para a recuperação da área. Nada de efetivo é feito. Se gasta um dinheirão público com a retirada do entulho que no outro dia é posto novamente”, reclama o professor Argos de Faro Coelho, que é representante comunitário e membro do Conselho Local de Planejamento do Lago Sul.
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