Ana Clara Arantes
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Família reunida, troca de presentes, ceia e luzes que piscam e encantam, isto é que faz do Natal uma das festas mais encantadoras. Mais ainda, a imagem do bom velhinho, que é caridoso, bondoso e capaz de transformar os sonhos em realidade, o impossível no possível: o Papai Noel. Espalhados por toda a cidade, um se destaca pela irreverência.
Há três anos, Carlos Matias vem de Anápolis (GO) para conquistar crianças, adolescentes e adultos no DF. Pai de três filhos, ele é casado há 33 anos e trabalha como vendedor em uma loja de variedades na cidade onde mora. Perguntado sobre o motivo que o levou a ser Papai Noel, ele garante ser mais que uma decisão, um projeto de vida.
Em épocas natalinas, ele senta na imponente poltrona vermelha do JK Shopping, localizado em Taguatinga. Sua principal diferença para os demais atores que interpretam o Papai Noel é a criatividade na hora de tirar as fotos. Do início ao fim do expediente, ele se mantém sorridente e não abre mão da diversão.
“Eu sinto que posso fazer com as crianças de uma forma diferente, com amor e carinho. É natural”, diz o bom velhinho relatando que, não apenas crianças, mas jovens e até idosos tiram um tempo de seus dias para tirarem fotos com ele. “As fotos mais engraçadas são com os adolescentes, que pedem poses inusitadas”, conta.
AJUDANTES DO NOEL
As Noeletes, ajudantes do Noel, contam que as pessoas se entusiasmam tanto que algumas tiram fotos por cerca de 15 minutos e, em cada uma, a criatividade fala alto. Roberta Gomes, 19, disse que, apesar de ser a primeira vez em que trabalha com Papai Noel, o jeito irreverente de Carlos encanta.
Amanda Cardoso, 21, mora na Argentina, mas aos finais de ano volta a Brasília para passar as festas com a família e, aqui, também vive uma Noelete. Para ela, trabalhar com esse Noel é gratificante: “poder atender as pessoas e animá-las não tem preço”. Carlos, acredita, é o “verdadeiro” Papai Noel.
Da abertura do shopping até o início da formação de filas em frente ao Noel, não passam dez minutos. Ali, se aglomeram desde pessoas que acompanham Carlos Matias e sempre vão para tirar foto com ele até aqueles que não conheciam sua fama e saem encantados com o jeito do personagem.
“Ele é diferente e extrovertido”, afirma Raiara Martins, de 22 anos. A mesma opinião têm Pietro Cardia, 11, e Luan Cardia, 6. Os garotos adoraram Carlos. A experiência para eles dessa vez foi diferente. “Ele é mais legal e movimentado”, dizem os irmãos.
CARTINHA
Paz e amor em 2018 foram os pedidos de Emanuelle, 10. Ela foi com sua mãe, Cléia Albuquerque, 40, ao JK Shopping para entregar uma carta para o bom velhinho. Depois da emocionante solicitação, Noel guardou a cartinha na Caixa Postal de sua casa, deu um beijo e um abraço na criança, e mãe e filha foram, juntas, tirar mais um retrato.
Emanuelle disse que esse Papai Noel é muito carinhoso e especial e, de fato, Carlos Matias faz o retrato do bom velhinho com muita verdade. A barba real, o abraço paternal e o olhar tenro fazem com que o abraço nos leve à infância, com a imagem daquele que carrega seu saco vermelho, que sobe a chaminé ou entra pela janela, deixa um presente e faz acreditar que ser bondoso é ainda o maior e melhor presente que a humanidade pode ter.