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Brasília

Palestra no IPEDF debate efeitos do isolamento adolescente na segurança pública

Evento aberto ao público acontece nesta quinta (21), às 10h, e será conduzido por Alexandre Patury, da Secretaria de Segurança Pública

Redação Jornal de Brasília

20/08/2025 19h16

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A palestra abordará estratégias para pais lidarem com a realidade de adolescentes, reforçando a ideia de segurança integral | Foto: Divulgação/IPEDF

Nesta quinta-feira (21), às 10h, o auditório do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) sediará uma palestra sobre os impactos do isolamento de adolescentes na segurança pública. O evento será conduzido pelo secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury, e pretende provocar reflexões sobre o tema, incluindo o fenômeno conhecido como “claustrofobia inversa”.

Aberta ao público e sem necessidade de inscrição prévia, a palestra é voltada principalmente para os servidores do IPEDF, mas qualquer interessado pode participar, respeitada a lotação do espaço, que comporta até 70 pessoas.

A proposta é gerar percepções sobre um comportamento cada vez mais presente em famílias: o do jovem que se isola em casa, especialmente no próprio quarto, usando dispositivos digitais como refúgio. “Quantos pais já tentaram bater na porta do quarto de um adolescente e recuaram? Quantas vezes pensaram em olhar o celular de seus filhos enquanto eles estavam no banho ou dormindo, e tiveram medo?”, questiona Patury, que introduz o debate a partir dessas inquietações comuns.

Apesar de o termo “claustrofobia inversa” ainda não ser reconhecido tecnicamente, ele é utilizado para descrever adolescentes que evitam o mundo externo e encontram nas redes sociais um universo alternativo. De acordo com Patury, essa tendência pode ter implicações diretas na segurança pública, exigindo uma resposta que vá além das políticas de policiamento tradicional.

A abordagem defendida pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) é a da segurança integral, conceito que envolve a articulação entre família, escola, saúde, cultura e esporte. “A presença, o tempo de qualidade e a curiosidade dos pais na vida dos filhos podem representar um começo, uma mudança de curso de várias histórias”, afirmou o secretário. “O quarto fechado pode guardar um universo em colapso. O silêncio de adolescentes confinados pode ser mais perigoso que o grito de jovens nas ruas. Abrir a porta deste quarto é dever da família e papel do Estado”, completou.

A palestra integra a programação mensal do IPEDF voltada à qualidade de vida dos servidores. Para a diretora de Estratégia e Qualidade de Vida do instituto, Sônia Gontijo, o tema é atual e relevante. “Achei a temática interessante e o convidei. Todos os meses realizamos palestras voltadas para os servidores para trabalhar a qualidade de vida, em todos os sentidos”, destacou.

*Com informações da Agência Brasília

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